Neon mais que dobra base de clientes

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Sete meses após BC liquidar banco parceiro, fintech atinge 1,6 milhão

A fintech Neon mais do que dobrou sua base de clientes neste ano, para 1,6 milhão, enquanto entra em novos segmentos e se prepara para uma nova rodada de captação por investidores.

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O movimento acontece sete meses após seu então parceiro bancário homônimo do Neon ter sido liquidado pelo Banco Central, por comprometimento da situação econômico-financeira e violações às normas legais.

O episódio colocou momentaneamente em xeque – a Neon ficou por alguns dias impedida de abrir novas contas – um dos ícones dos chamados bancos digitais, plataformas que ganharam popularidade no Brasil oferecendo contas bancárias sem tarifas.

“O modelo de fintechs no Brasil mostrou que é seguro e funciona”, disse à Reuters o diretor de operações da Neon, Jean Sigrist.

Então com cerca de 600 mil clientes, a fintech rapidamente fez parceria com outra instituição financeira, o Banco Votorantim. Pelo sistema adotado pelo BC, fintechs são autorizadas a operar no país desde que ligadas a uma instituição financeira detentoras de licença.

Segundo Sigrist, quando o público percebeu que as atividades da fintech eram segregadas do banco, as aberturas de contas logo retomaram o ritmo.

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Nos meses seguintes, a Neon retomou a emissão de cartões de crédito e de crédito pessoal. No mês passado, começou a operar com contas para pequenas e médias empresas. Além das contas de pagamentos, a Neon também tem cerca de 50 mil pessoas físicas que investem em produtos de investimentos distribuídos por ela.

Como entrou em um ciclo de lançamentos mais intenso do que imaginava no começo do ano, a fintech começou a preparar terreno, sondando investidores no exterior para buscar mais recursos para financiar novos investimentos. “Vamos para uma possível nova rodada de captação no ano que vem”, disse Sigrist.

Em maio, um dia antes da intervenção do BC no banco parceiro, a Neon tinha anunciado uma captação de US$ 22 milhões dos investidores Propel Venture Partners, Monashees, Quona Capital, Omidyar Network, Tera e Yellow Ventures. Como parte da operação, o controle acionário passou a ser exercido por uma holding britânica.

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