Ibovespa fecha acima de 92 mil pts pela 1ª vez

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Índice subiu 0,36% e terminou com nova máxima histórica

O Ibovespa fechou em alta hoje (8) e acima de 92 mil pontos pela primeira vez na sua história, após sessão sem tendência única, favorecido pelo avanço das bolsas norte-americanas em meio a expectativas de desfecho benigno nas negociações comerciais entre EUA e China nesta semana.

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Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa subiu 0,36%, a 92.031,86 pontos, após oscilar da mínima de 91.063,90 pontos à máxima de 92.230,99 pontos. O volume financeiro somou R$ 14,18 milhões.

Em Wall Street, o viés positivo pelo terceiro pregão consecutivo era ditado por esperanças de que Washington e Pequim alcancem um acordo para encerrar um embate comercial que tem estressado os mercados financeiros. As negociações continuarão amanhã (9).

Na visão do analista Filipe Villegas, da corretora Genial, a bolsa paulista segue o desempenho dos mercados globais, mas com fôlego menor, já que investidores esperam uma sinalização mais clara sobre os esforços do novo governo, principalmente o posicionamento em relação à reforma da Previdência.

De acordo com o ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, os detalhes da proposta de reforma da Previdência que será levada ao Congresso pelo governo do presidente Jair Bolsonaro ainda estão em aberto.

A divulgação da ata da última reunião de política monetária do Federal Reserve na quarta-feira (2) e o discurso do presidente do banco central norte-americano, Jerome Powell, na quinta-feira (3) corroboram posições mais comedidas, acrescentou o analista.

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Na última semana, o Ibovespa chegou a 92.701 pontos na máxima da sessão de sexta-feira (4) após Powell adotar um discurso considerado amigável quanto ao aperto monetário nos EUA, enquanto dados de emprego mostraram uma economia ainda saudável.

Villegas também chamou a atenção para a movimentação dos estrangeiros na bolsa paulista neste ano, com o saldo dos primeiros pregões negativo em R$ 1,767 bilhão. “Acaba sendo um breque”, acrescentou. Em 2018, as saídas de recursos do segmento Bovespa superaram as entradas em R$ 11,5 bilhões.

Para o gestor Marco Tulli, da mesa de Bovespa da Coinvalores, o ruído político recente no Brasil corrobora alguns ajustes e movimentos de realização de lucros, mas o tom continua favorável para as ações brasileiras. “Ainda assim, podemos esperar um mês bastante volátil”, ressaltou.

DESTAQUES

– BRF subiu 6,21%, maior alta do Ibovespa, com operadores citando perspectivas positivas sobre a negociação EUA-China, que pode trazer alívio para os preços de commodities como a soja, beneficiando a fabricante de alimentos. A ação, contudo, segue nos patamares do final de 2018, ano em que acumulou um declínio de 40%.

– ELETROBRAS ON avançou 5,10%, ajudada por declarações do presidente do BNDES, Joaquim Levy, entendidas no mercado como favoráveis à privatização de elétrica de controle estatal. ELETROBRAS PNB fechou em alta de 3,35%.

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– VALE valorizou-se 0,96%, em linha com a alta dos preços do minério de ferro no exterior, que também se refletiu em ações de mineradoras negociadas em bolsas na Europa. Analistas do BTG Pactual reforçaram recomendação de compra para a ação da Vale.

– ITAÚ UNIBANCO PN subiu 1,27%, endossando o fechamento positivo do Ibovespa, em sessão sem sinal único para as ações de bancos, com BRADESCO PN em alta de 0,61%, BANCO DO BRASIL perdendo 1,13% e SANTANDER BRASIL UNIT caindo 0,96%.

– B2W subiu 4,63% e LOJAS RENNER avançou 3,22%, em dia sem tendência clara também no setor de varejo, com VIA VAREJO mostrando declínio de 4,72% e MAGAZINE LUIZA caindo 0,81%.

– PETROBRAS ON perdeu 0,53% e PETROBRAS PN cedeu 0,6%, na contramão da alta do petróleo no exterior e tendo como pano de fundo noticiário desencontrado sobre o desfecho da revisão da cessão onerosa.

– GOL PN perdeu 1,3%, após divulgar a prévia operacional do quarto trimestre, quando deve ter registrado margem operacional entre 19,5% e 20% e fluxo de caixa operacional de R$ 450 milhões a R$ 500 milhões. Mais cedo, os papéis chegaram a subir 2,1%. Em 2018, os papéis avançaram mais de 70%.

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