Hábito musical dos millennials coloca audição em risco

Reuters
Uma em cada 10 pessoas terá perda auditiva até 2050, segundo a OMS

Uma geração de amantes da música está prejudicando sua audição com tocadores que não limitam níveis perigosos de ruído, afirmou a agência de saúde da Organização das Nações Unidas hoje (12).

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Atualmente, 466 milhões de pessoas no mundo sofrem perdas auditivas debilitantes, em comparação a 360 milhões em 2010 e espera-se que este valor quase dobre para quase 900 milhões, ou uma em cada 10 pessoas até 2050, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS).

“Mais de 1 bilhão de jovens correm o risco de sofrer perda auditiva simplesmente fazendo o que realmente gostam de fazer muito – ou seja, ouvindo regularmente música com seus fones de ouvido”, disse Shelly Chadha, da OMS, em uma entrevista coletiva, sobre prevenção de surdez e perda auditiva.

A OMS está pedindo aos fabricantes de aparelhos e reguladores para providenciarem que smartphones e outros tocadores de áudio tenham softwares que garantam que as pessoas não escutem músicas em volume muito alto por muito tempo. “O que propomos são certos recursos como redução automática de volume e controle dos pais para que, quando alguém ultrapassa o limite de som, tenha a opção de reduzir automaticamente o volume a um nível que não prejudique seus ouvidos”, disse Chadha. “Nosso esforço por meio desse padrão é realmente capacitar o usuário para fazer a escolha correta para sua audição ou correr o risco de desenvolver perda auditiva e zumbido daqui a alguns anos”, disse Chadha.

A União Europeia é a única parte do mundo que determina que os níveis de saída em dispositivos de áudio pessoais sejam ajustados para um padrão de 85 decibéis, chegando no máximo a 100, segundo a OMS, que também está analisando os níveis de volume em lugares como boates e arenas esportivas. Existem algumas diretrizes, mas elas não são amplamente implementadas, disse Chadha. “O que estamos trabalhando agora na OMS é em desenvolver esse tipo de estrutura regulatória sobre os diferentes locais – que podem ser restaurantes, bares, casas de shows ou até mesmo em aulas de atividades físicas que muitas vezes têm níveis muito altos de som sendo tocados e uma exposição prolongada.”

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