Ibovespa fecha em queda de 1,77%

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Fevereiro encerrou com o Ibovespa em queda de 1,86%

A bolsa paulista fechou com o Ibovespa abaixo de 96 mil pontos hoje (28), marcada por noticiário corporativo intenso, tendo Ambev e Petrobras entre as maiores quedas, enquanto receios sobre a reforma da Previdência e o viés negativo dos mercados no exterior endossaram vendas.

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Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa caiu 1,77%, a 95.584,35 pontos. O volume financeiro somou R$ 16,8 bilhões.

Fevereiro encerrou com o Ibovespa em queda de 1,86%, mas o acumulado do ano ainda mostra ganho 8,76%, dada a alta de 10,8% em janeiro.

“Continuo acreditando que estamos em um momento de acomodação e realização de lucros”, afirmou o estrategista Dan Kawa, sócio na TAG Investimentos.

Diante de um cenário já mais cauteloso com sinais de tramitação complicada da proposta de reforma da Previdência, comentários do presidente Jair Bolsonaro veiculados pela mídia endossaram preocupações sobre uma ‘desidratação’ da proposta original, que prevê economia de R$ 1 trilhão em 10 anos.

Em encontro com jornalistas mais cedo, o presidente Jair Bolsonaro teria aventado a possibilidade de negociar pontos da reforma da Previdência, entre eles a redução da idade mínima para aposentadoria das mulheres de 62 anos para 60, conforme veiculado na mídia, minando o humor de agentes financeiros.

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De acordo com notas publicadas nos portais UOL e G1, Bolsonaro mostrou em reunião com jornalistas mais cedo disposição em negociar alguns pontos do texto encaminhado ao Congresso na semana passada, entre eles baixar a idade mínima para aposentadoria das mulheres.

“Não precisava ter feito esse comentário”, afirmou um gestor no Rio de Janeiro. “Ninguém estava pressionando neste ponto da idade mínima. Adiciona ruído em um momento já de maior cautela.”

Em relatório enviado a clientes mais cedo, o economista Alberto Ramos, do Goldman Sachs, já havia destacado sobre a necessidade de um profundo ajuste fiscal estrutural estar no centro da agenda política do governo, sob o risco de prejudicar a recuperação econômica prevista para o país.

A observação foi feita após o IBGE mostrar que a economia continua em uma lenta recuperação, com o Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil crescendo 0,1% entre outubro e dezembro de 2018 sobre os três meses anteriores, enquanto sobre o quarto trimestre de 2017, houve avanço de 1,1%.

O pregão teve como pano de fundo o viés externo negativo, após término abrupto e sem acordo de encontro entre os EUA e a Coreia do Norte e sinalizações menos positivas sobre as negociações comerciais EUA-China, apesar de uma desaceleração menor que a esperada do PIB norte-americano no quarto trimestre.


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