Lucro da BR cresce 202,3% no 4º tri

A BR registrou entre outubro e dezembro de 2018 lucro líquido de R$ 1,605 bilhão

A BR Distribuidora, empresa de combustíveis operada pela Petrobras, teve alta de 202,3% no lucro líquido do quarto trimestre na comparação com igual período do ano anterior, ajudada pela privatização de distribuidoras de energia da Eletrobras que têm dívidas com a companhia.

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Líder no mercado de distribuição de combustíveis e lubrificantes no país, a BR informou hoje (26) que registrou entre outubro e dezembro de 2018 lucro líquido de R$ 1,605 bilhão, volume bem acima da média das estimativas de analistas compiladas pela Refinitiv, de R$ 613 milhões.

Em seu relatório financeiro, a empresa informou que grande parte do aumento do lucro líquido pode ser atribuída ao recebimento de parcelas de dívidas das empresas que pertenciam à Eletrobras e à apresentação, pelas distribuidoras, de garantias firmes para esses débitos após a desestatização.

De acordo com a BR, a Eletrobras e suas distribuidoras de energia no Amazonas, Roraima, Rondônia e Acre firmaram, em abril de 2018, instrumentos de confissão de dívida com a empresa no valor atualizado de R$ 4,6 bilhões e os pagamentos vêm sendo feitos regularmente conforme o acordo firmado, que prevê 36 prestações mensais.

“Até a presente data, recebemos nove parcelas e duas antecipações referentes às distribuidoras Eletrobras Acre e Eletrobras Rondônia, agora controladas pelo grupo Energisa, totalizando R$ 1,79 bilhão “, afirmou a BR.

O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização, excluindo efeitos não-recorrentes, ou Ebitda ajustado, caiu no trimestre em 26,8% em relação ao mesmo período do ano passado, para R$ 646 milhões.

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O montante ficou abaixo da estimativa dos analistas, de R$ 722 milhões, segundo a Refinitiv.

No acumulado de 2018, o lucro líquido da companhia somou R$ 3,193 bilhões, aumento de 177,4% sobre 2017. Já o Ebtida ajustado anual recuou 16,6%, para R$ 2,558 bilhões.

A dívida líquida da BR no fim de 2018, por sua vez, ficou em R$ 2,36 bilhões, queda de 39,4% ante 2017, devido principalmente à grande geração de caixa livre no ano e aos recebimentos relacionados aos instrumentos de confissão de dívidas firmados com as subsidiárias da Eletrobras.

A empresa informou, ainda, que a disciplina na gestão do capital de giro, recebíveis e passivos permitiu uma geração de caixa operacional de mais de R$ 3 bilhões.

Também contribuiu para o lucro anual, apontado como recorde pela companhia, um acordo sobre ICMS com o Mato Grosso, com efeito positivo de R$ 645 milhões.

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