Virgin Galactic avança em direção ao turismo espacial

Reuters
A reutilizável aeronave SpaceShipTwo já voou para uma altitude de mais de 51 milhas em dezembro de 2018

Um foguete da Virgin Galactic subiu até o limite do espaço em um teste pela primeira vez hoje (22), levando a empresa do bilionário britânico Richard Branson para mais perto de seu objetivo de voos suborbitais para turistas espaciais.

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A instrutora chefe de astronautas da Virgin Galactic, Beth Moses, que treinará futuros turistas espaciais, juntou-se aos pilotos a bordo do SpaceShipTwo VSS Unity para avaliar a experiência do cliente e a cabine.

“Há um ditado na aviação de que os pilotos têm o melhor lugar na casa, com a vista lá de cima. Mas hoje, eu não tenho certeza”, disse o piloto David Mackay após o voo, referindo-se ao que Beth podia ver e fazer.

O avião de transporte WhiteKnightTwo decolou logo após às 8h da manhã, no horário local, do Mojave Air and Space Port, na Califórnia. Ele lançou a embarcação de passageiros SpaceShipTwo a uma altitude de cerca de 44 mil pés e, em seguida, a nave espacial foi catapultada a 55 milhas acima da Terra.

A reutilizável aeronave SpaceShipTwo já voou para uma altitude de mais de 51 milhas em dezembro de 2018, marcando o primeiro voo humano comercial dos Estados Unidos para além da atmosfera desde o final do programa de ônibus espaciais do país, em 2011.

Centenas de espectadores, incluindo os donos de passagens da Virgin Galactic e o presidente-executivo George Whitesides, reuniram-se em uma manhã clara no deserto para assistir a este último voo de teste. A iniciativa era para ter acontecido na quarta-feira (20), mas foi adiada devido aos ventos.

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Beth Moses chamou de “passeio indescritível” e disse: “Richard, você vai adorar”.

Branson está competindo contra concorrentes como a Blue Origin, a empresa espacial do fundador da Amazon, Jeff Bezos, e a SpaceX, de Elon Musk, para levar turistas ao espaço. O britânico disse que planeja ser o primeiro passageiro do primeiro voo comercial da SpaceShipTwo em meados de 2019.

Mais de 600 pessoas de 58 países, incluindo o ator Leonardo DiCaprio e o popstar Justin Bieber, pagaram para voar em um dos voos suborbitais da Virgin. Alguns dos detentores de passagens da Virgin Galactic estão à espera há mais de 14 anos por sua viagem.

Um voo de 90 minutos, que permite aos passageiros experimentar alguns minutos de ausência de gravidade e ver a curvatura da Terra, custa US$ 250 mil. Whitesides disse que esperava que o preço inicialmente aumentasse antes de cair.

Depois de fundar a empresa em 2004, Branson viu seu ambicioso cronograma sofrer atrasos e vivenciou um revés fatal quando o SpaceShipTwo original caiu em um voo de teste em 2014 que matou o copiloto e feriu gravemente o piloto.

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Os dois últimos voos de testes da empresa marcam as únicas ocasiões em que uma nave tripulada construída para transportar passageiros particulares atingiu o que a NASA define como o limite do espaço.

O foguete New Shepard, de Jeff Bezos, já atingiu a linha Karman, um limite espacial internacionalmente reconhecido a 100 km acima da Terra e um ponto mais alto do que o alcançado pela SpaceShipTwo, mas as viagens da Blue Origin não transportavam seres humanos.

A SpaceX, que transporta carga de e para a Estação Espacial Internacional para a NASA, também pretende invadir o turismo espacial. No ano passado, ela nomeou o magnata da moda, o japonês Yusaku Maezawa, como seu primeiro cliente em uma viagem ao redor da lua, agendada para 2023.

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