Woody Allen processa Amazon por quebra de contrato

Brendan McDermid/Reuters
Diretor pede US$ 68 mi pela recusa da companhia em distribuir seu filme

O diretor Woody Allen entrou com um processo contra a Amazon Studios, pedindo indenização de ao menos US$ 68 milhões devido à recusa da companhia em distribuir o seu filme já concluído “A Rainy Day in New York” e à decisão de abandonar um acordo de produção e distribuição de quatro filmes. Allen, de 83 anos, acusou a unidade da Amazon.com de quebra de contrato por desistir dos arranjos no último mês de junho, quando ressurgiu a acusação de que o diretor teria molestado sua filha adotada Dylan Farrow em 1992.

“A Amazon tem tentado justificar a sua ação se referindo a uma infundada alegação de 25 anos contra o sr. Allen, mas essa alegação já era bem conhecida da Amazon (e do público)”, antes de a companhia contratar Allen, diz o processo. “Ela não fornece um fundamento para a Amazon rescindir o contrato.” A Amazon Studios não respondeu de imediato a pedidos por comentário.

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Allen tem há muito negado a alegação de Dylan Farrow e da mãe de Dylan, sua ex Mia Farrow, que apareceu em uma dezena de seus filmes e com quem o diretor manteve um relacionamento durante muitos anos. Allen não foi acusado oficialmente. Recentemente, alguns atores e atrizes têm expressado arrependimento por terem participado de filmes de Allen depois que as acusações de Dylan Farrow ganharam nova atenção durante o movimento #MeToo, que começou no final de 2017.

“A Amazon não pode continuar fazendo negócios com o sr. Allen”, escreveu o conselheiro-geral associado da Amazon Studios, Ajay Patel, em um email no dia 19 de junho.

Seis dias depois, o advogado da Amazon Studios escreveu em email que “as renovadas alegações contra o sr. Allen, seus comentários controversos e a crescente recusa de importantes artistas em trabalharem ou serem associados a ele” fundamentaram a decisão da companhia. Os advogados de Allen disseram que nenhum desses motivos justifica o cancelamento do contrato.

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