Dólar recua diante do real e fecha a R$ 3,81

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O mercado segue focado na tramitação da Previdência, com expectativa de que a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara, primeiro destino da matéria, seja instalada amanhã (13).

O dólar terminou em queda hoje (12), tendo tocado 1% de queda na mínima do dia, com a tramitação da reforma da Previdência no foco, tendo como pano de fundo maior apetite por risco no exterior.

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A moeda norte-americana recuou 0,66%, a R$ 3,8165 na venda. Na sessão, oscilou entre R$ 3,8456 e R$ 3,8029. O dólar futuro caía 0,65%.

Neste pregão, o dólar cedeu pela terceira sessão consecutiva, devolvendo ganhos da forte alta na semana passada, quando acumulou valorização de 2,38% sobre o real.

“Esperamos que o dólar volte a R$ 3,75 reais nos próximos poucos dias. Não há compradores de dólar nestes níveis. Também haverá um efeito secundário, uma vez que um real mais forte pode colocar um freio sobre um novo rali nas ações, então o real pode ser a melhor compra do momento”, avaliou o chefe da mesa proprietária de um banco em São Paulo.

O mercado segue focado na tramitação da Previdência, com expectativa de que a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara, primeiro destino da matéria, seja instalada amanhã (13).

Ontem (11), líderes disseram que a CCJ só votará a reforma da Previdência depois que o governo enviar a proposta com as novas regras para aposentadoria de militares, o que está previsto para 20 de março, segundo autoridades.

O Planalto liberou o pagamento de R$ 1 bilhão em emendas parlamentares, disse o líder do governo na Câmara, Major Vitor Hugo (PSL-GO). Na avaliação dos agentes, a medida pode melhorar a disposição dos parlamentares em relação à reforma previdenciária.

“O que eu diria é que o lado externo está ajudando e no interno não temos tido grandes impasses. Teoricamente, tudo está caminhando para a votação da reforma da Previdência dentro de um prazo mais exíguo”, disse o gerente de câmbio da Treviso Corretora, Reginaldo Galhardo.

No exterior, o dólar operava em queda de 0,3% contra uma cesta de moedas, refletindo o maior apetite por risco que prevaleceu ao longo do pregão, mas reduziu perdas após o Parlamento britânico rejeitar pela segunda vez um acordo de Brexit negociado pela premiê, Theresa May.

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Mais cedo, o mercado aguardava com leve otimismo a votação, com a percepção de que um acordo de último minuto que May negociou com a União Europeia poderia agradar parlamentares, o que não se concretizou.

Investidores também trazem no radar certo otimismo ligado às negociações entre China e Estados Unidos após declarações do principal negociador norte-americano.

Mais cedo, também houve repercussão do aumento modesto dos preços ao consumidor dos Estados Unidos de fevereiro, embora tenha sido a primeiro alta em quatro meses. Segundo agentes financeiros, a elevação modesta do índice de preços endossa a postura de paciência adotada pelo Federal Reserve.

O Banco Central vendeu nesta sessão todos os 14,5 mil swaps cambiais tradicionais ofertados em leilão, equivalente à venda de dólar futuro. Assim, neste mês, já rolou US$ 3,625 bilhões, cerca de um terço dos US$ 12,321 bilhões que vencem em abril.

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