Tribunal impede Ghosn de ir à reunião do conselho

Getty Images
Ghosn foi solto da prisão na semana passada graças a uma fiança de US$ 9 milhões

Um tribunal de Tóquio rejeitou um pedido do ex-chefe da Nissan Carlos Ghosn para participar de uma reunião do conselho da empresa nesta semana, negando-lhe um lugar na mesa apesar de a montadora estar prestes a fortalecer uma aliança que ele construiu ao longo de duas décadas.

LEIA MAIS: Carlos Ghosn deixa cadeia após fiança de US$ 9 milhões

Procuradores entregaram um documento da Nissan ao Tribunal Distrital de Tóquio expressando oposição à participação de Ghosn na reunião do conselho da empresa que será realizada amanhã (12), disse o advogado de Ghosn, Junichiro Hironaka, a repórteres.

“A forte oposição da Nissan à participação de Ghosn é muito lamentável”, disse Hironaka diante de seu escritório. A equipe de defesa ainda teria tempo para apelar da decisão, acrescentou, e mais tarde os advogados de fato o fizeram, segundo a agência “Kyodo News”.

Ghosn foi solto da prisão na semana passada graças a uma fiança de US$ 9 milhões depois de passar mais de 100 dias preso. Ele é acusado de não ter declarado cerca de US$ 82 milhões de seu salário na Nissan ao longo de mais de uma década – acusações que ele classificou de “infundadas”.

Hoje (11), o Tribunal Distrital de Tóquio se recusou a suspender temporariamente uma condição da fiança de Ghosn que o impede de se encontrar com pessoas ligadas ao caso, inviabilizando o que teria sido uma confrontação dramática entre o antes festejado executivo e os colegas que ele acusou de fomentarem um golpe.

A corte não justificou sua decisão.

Não foi possível contatar a Nissan para falar sobre o assunto fora do horário comercial.

VEJA TAMBÉM: Renault cancela pagamentos de € 30 mi para Ghosn

A decisão da corte veio no momento em que a montadora francesa Renault, a principal acionista da Nissan, confirmou estar conversando com a Nissan e a Mitsubishi Motors sobre a criação de um novo organismo para aprimorar a colaboração.

A prisão impactante de Ghosn em novembro provocou temores sobre o futuro da aliança tripartite – a maior fabricante de automóveis do mundo, com exceção dos caminhões pesados.

“O arranjo proposto não terá nenhum impacto na existência dele [acordo de aliança] e da estrutura de propriedade conjunta cruzada, que continuarão em vigor”, informou a Renault.

Nissan, Renault e Mitsubishi planejam criar uma estrutura de reunião do conselho conjunta provavelmente a cargo do novo presidente da Renault, Jean-Dominique Senard, disseram à Reuters pessoas com conhecimento direto do assunto.

Siga FORBES Brasil nas redes sociais:

Forbes no Facebook: http://fb.com/forbesbrasil
Forbes no Twitter: http://twitter.com/forbesbr
Forbes no Instagram: http://instagram.com/forbesbr

Copyright Forbes Brasil. Todos os direitos reservados. É proibida a reprodução, total ou parcial, do conteúdo desta página em qualquer meio de comunicação, impresso ou digital, sem prévia autorização, por escrito, da Forbes Brasil (copyright@forbes.com.br).