Apreensão com Petrobras faz Ibovespa cair

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O Ibovespa recuou 1,98%, a 92.875,00 pontos

O Ibovespa fechou em queda de 2% hoje (12), pressionado pelo tombo das ações da Petrobras, que perdeu R$ 32 bilhões em valor de mercado em meio a preocupações sobre a independência da estatal após o presidente Jair Bolsonaro pressionar para a petrolífera rever decisão sobre aumento dos preços do diesel.

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Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa recuou 1,98%, a 92.875,00 pontos. O volume financeiro totalizou R$ 20,56 bilhões, bem acima da média diária do ano, de R$ 16,2 bilhões. Na semana, o Ibovespa acumulou declínio de 4,36%.

O noticiário envolvendo a Petrobras dominou os holofotes no último pregão da semana, após a empresa desistir de elevar o preço do diesel nas refinarias a partir desta sexta-feira depois de sofrer interferência de Bolsonaro, em meio a preocupações com uma eventual nova greve de caminhoneiros.

Bolsonaro defendeu nesta sexta-feira “um preço justo” para o combustível e disse que quer ser convencido pela estatal sobre a necessidade do aumento.

“Os investidores foram pegos de surpresa com a ‘canetada’ do Bolsonaro. Todo o discurso de estatais sem interferência política se perde”, destacou Pedro Menezes, membro do comitê de investimento de ações e sócio da Occam Brasil Gestão de Recursos, destacando que o mercado como um todo foi contaminado.

“O grande foco continua a ser na reforma da Previdência, mas essa situação não ajuda em nada o sentimento do mercado”, disse.

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Analistas do BTG Pactual divulgaram relatório com o título ‘Déjà Vu’, citando que é preciso saber se foi uma decisão temporária por motivação política, como evitar uma nova greve, ou mudança na forma como o governo percebe a liberdade operacional da empresa.

A sexta-feira também teve de pano de fundo a proximidade com o vencimento de opções sobre ações, que acontece na segunda-feira na bolsa paulista e tem os papéis da Petrobras entre as séries mais líquidas do exercício.

O tombo dos papéis da petrolífera blindou o pregão brasileiro do viés externo benigno, com desempenho positivo em Wall Street na esteira de resultados corporativos, bem como alta nos preços de commodities (petróleo e minério de ferro), enquanto o dólar recuou perante outras moedas globais.


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