Cade pede explicações ao Itaú Unibanco após Rede zerar taxa

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Novas condições valerão a partir de 2 de maio

O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) enviou ontem (18) ao Itaú Unibanco um ofício pedindo explicações sobre o anúncio feito na véspera pela empresa de adquirência de cartões do grupo, a Rede, zerando a taxa sobre antecipação de recebíveis.

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“Solicita-se que vossas senhorias expliquem a informação publicada no site do Itaú Unibanco e reproduzida na mídia de que o banco zerou a taxa de antecipação de recebíveis apenas para clientes da Rede”, diz trecho do documento do órgão de defesa da concorrência, que define 3 de maio como prazo para uma resposta.

Vice-líder do mercado de adquirência no Brasil, a Rede anunciou na quarta-feira (17) que não mais cobrará taxa para antecipar recebíveis de lojistas que receberem pagamentos de compras com cartão de crédito à vista em terminais da empresa. Os lojistas receberão os valores depositados em dois dias.

As condições valerão a partir de 2 de maio com faturamento na empresa de até R$ 30 milhões por ano.

Ações de empresas do setor que operam no país caíram forte nesta quinta-feira. A ação da Cielo, líder do setor, desabou 7,3%. Nos EUA, Stone recuou 23,7% e PagSeguro perdeu 9,74%.

“A notícia é negativa para todos os adquirentes listados, Cielo, Stone e Pagseguro, em diferentes magnitudes, já que devem reagir ao movimento agressivo da Rede”, destacou a equipe da XP Investimento em relatório a clientes.

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