Cinco bilionários argelinos são presos por corrupção

Reuters
Issad Rebrab é presidente da empresa familiar Cevital

Cinco bilionários argelinos, alguns deles próximos do ex-presidente Abdelaziz Bouteflika, que renunciou após protestos em massa, foram presos durante uma investigação anticorrupção, noticiou a TV estatal hoje (22).

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Os cinco são Issad Rebrab, considerado o empresário mais rico do país e especialmente ativo nos negócios de alimento e refino de açúcar, e quatro irmãos da família Kouninef, disse o canal.

Rebrab é presidente da empresa familiar Cevital, que importa açúcar cru do Brasil e exporta açúcar refinado para a Tunísia, Líbia e outras partes do Oriente Médio.

A família Kouninef é próxima de Bouteflika, que governou a Argélia durante 20 anos e deixou o cargo três semanas atrás, curvando-se à pressão do Exército e de semanas de manifestações, principalmente de argelinos jovens que querem mudanças.

Não havia comentários de imediato da parte dos presos.

A medida veio depois de o chefe do Exército, general Gaid Salah, afirmar na semana passada que acredita que membros da elite governista do país produtor de petróleo e gás natural serão processados por corrupção.

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Protestos em massa, que começaram em 22 de fevereiro e foram essencialmente pacíficos, continuaram após a renúncia de Bouteflika, já que muitos querem o afastamento de toda a elite que governa o país desde a independência da França, em 1962. Eles também querem que pessoas que veem como corruptas sejam processadas.

Bouteflika foi substituído por Abdelkader Bensalah, presidente da câmara alta do Parlamento, por 90 dias, até a realização de uma eleição presidencial em 4 de julho.

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