Huawei acusa EUA de intimidação e diz falar com Google

Dado Ruvic/Reuters
Marca chinesa não culpa americana por afastamento, e vê futuro para as 2

A Huawei afirmou hoje (21) que é vítima de intimidação dos Estados Unidos e disse que está trabalhando com o Google para combater restrições comerciais impostas por Washington na semana passada, disse um executivo sênior da fabricante chinesa de equipamentos de telecomunicações. O governo Trump alegou que impôs as restrições por causa do que chama de envolvimento da Huawei em atividades contrárias à segurança nacional ou a interesses de política externa norte-americana.

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Ontem, o governo dos EUA diminuiu temporariamente as restrições para minimizar o transtorno dos clientes do grupo chinês, um movimento rejeitado pelo fundador da Huawei, que disse que a empresa de tecnologia havia se preparado para a ação dos EUA. Segundo uma fonte próxima à empresa, o Google teria suspendido os negócios com a Huawei, que exigem a transferência de hardware, software e serviços técnicos, exceto aqueles disponíveis publicamente via licenciamento de código aberto.

“Eles (o Google) têm motivação zero para nos bloquear. Estamos trabalhando em conjunto com o Google para descobrir como a Huawei pode lidar com a situação e o impacto da decisão do Departamento de Comércio dos EUA”, disse Abraham Liu, representante da Huawei para as instituições da UE.

Liu disse que a Huawei não culpa o Google pela decisão e que é cedo demais para dizer quais serão as consequências. “A Huawei está se tornando a vítima de intimidação pela administração dos EUA. Isso não é apenas um ataque contra a Huawei. É um ataque à ordem liberal, baseada em regras”, acrescentou Liu.

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