Ibovespa fecha em queda de 0,65%

Recuo da Petrobras e espera de avanço da Previdência impactaram pregão

O Ibovespa fechou em queda hoje (12), pressionado particularmente pelo recuo das ações da Petrobras (1,1%) na esteira do declínio do petróleo no exterior, além de alguma cautela antes da divulgação do parecer do relator da reforma da Previdência.

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Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa desvalorizou 0,65% e foi a 98.320,88 pontos, em sessão também marcada pelo vencimento de opções sobre o Ibovespa e do índice futuro. O volume financeiro somou R$ 28,6 bilhões.

Na primeira etapa do pregão, o índice chegou a oscilar acima dos 99 mil pontos, reagindo ainda à aprovação pelo Congresso Nacional de crédito suplementar para contornar a regra de ouro ontem (11), mas também outras notícias de Brasília.

Entre elas, o anúncio da Caixa Econômica Federal de que devolverá ao governo R$ 3 bilhões, com o ministro da Economia, Paulo Guedes, acrescentando que usará os recursos para reduzir a dívida pública.

Também repercutiu declaração do presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), de que o parecer da reforma da Previdência previsto para amanhã (13) não deve incluir Estados e municípios.

Maia, contudo, acrescentou que o tema seguirá sendo discutido em busca de um acordo, assim como o regime de capitalização, o que corroborou alguma cautela no pregão.

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O estrategista-chefe da Guide Investimentos, Luiz Gustavo Pereira, destacou que o desempenho do Ibovespa refletiu uma atitude de investidores de ‘esperar para ver’, na expectativa de avanço sobre a reforma da Previdência.

Na mesma linha, o especialista em ações da consultoria Levante, Eduardo Guimarães, destacou que, nesta sessão, prevaleceu certa cautela antes da apresentação do parecer da reforma na comissão especial da Câmara.

O pregão fechou com o mercado na expectativa de entrevista coletiva do presidente da Câmara, acompanhado de líderes da casa e do relator da reforma na comissão, Samuel Moreira (PSDB-SP), prevista para o final da tarde desta quarta-feira.

No cenário externo, em meio ao recuo dos preços do petróleo, a queda das ações de energia minaram Wall Street, assim como o recuos de papéis de bancos diante de perspectivas de cortes de juros nos Estados Unidos.

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