Unilever, Tesco e Nestlé são as mais preparadas para substituir carne

REUTERS/Philippe Wojazer
Empresas estão prontas para desenvolver esse novo tipo de produto

Unilever, Tesco e Nestlé estão entre as empresas mais preparadas para capitalizar a tendência de substitutos vegetais para a carne, de acordo com um relatório de um grupo de investidores que administra US$ 5 trilhões em ativos.

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O relatório da coalização Fairr mostrou que 25 grandes varejistas e fabricantes estão desenvolvendo estratégias para produtos proteicos sustentáveis, reconhecendo o risco de uma estratégia dependente de proteína animal.

“Muitas começaram agora uma jornada para diversificar os produtos proteicos, deixando de ser predominantemente feitos de animais, para fontes de baixo carbono e menos intensivas em recursos feitos com plantas”, disse Jeremy Coller, fundador da Fairr, que inclui instituições como o UBS e a Schroders.

Unilever, Tesco e Nestlé ocuparam o topo do ranking por seu trabalho em entender o impacto e reduzir os riscos associados à agricultura intensiva, como a emissão de gases de efeito estufa.

As empresas também estão entre as companhias com fortes programas de fornecimento sustentável e metas para reduzir emissões de poluentes, disse Aarti Ramachandran, chefe de pesquisa e desenvolvimento da Fairr.

O relatório, intitulado “Appetite for Disruption”, revelou que 87% dos varejistas estão aumentando a quantidade de seus produtos vegetais de marca própria, enquanto 64% das 25 empresas consultadas pela Fairr fazem referências a produtos “veganos” e “à base de plantas” em seus relatórios anuais.

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O mercado de proteína alternativa decolou em parte devido à inclusão de tais produtos em cadeias de restaurantes globais, como Burger King e McDonald’s, bem como a oferta bem sucedida de ações da produtora norte-americana de carne vegetal Beyond Meat.

O mercado alternativo de proteína agora está avaliado em US$ 19,5 bilhões e deverá capturar 10% do mercado global de carne, segundo o relatório, que cita pesquisas do Barclays e do JPMorgan. O mercado deve atingir US$ 100 bilhões em valor em 15 anos.

“Não podemos enfrentar a mudança climática… a menos que as empresas alimentícias diversifiquem mais rapidamente seus portfólios de proteína saindo da agricultura animal”, disse Coller.

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