WeWork quer emitir até US$ 4 bi em dívidas antes de IPO

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WeWork tem enfrentado questões sobre a sustentabilidade de seu modelo de negócios

A empresa de escritórios compartilhados WeWork está buscando captar US$ 3 bilhões a US$ 4 bilhões em dívida antes de abrir capital, disse uma pessoa familiarizada com o assunto ontem (7), uma medida destinada a aumentar a confiança dos investidores na empresa.

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A dívida potencial ressalta até que ponto as decepcionantes estreias no mercado da Uber e da Lyft incitaram outras startups deficitárias com altas avaliações buscando ir a público a reavaliar seus planos.

A Uber e a Lyft tornaram-se públicas no início deste ano com grandes expectativas, mas ambas enfrentaram críticas de investidores sobre suas perdas acentuadas e falta de um cronograma para atingir a lucratividade.

Também deficitária, a WeWork tem enfrentado questões sobre a sustentabilidade de seu modelo de negócios, que é baseado em contratos de receita de curto prazo e passivos de empréstimos de longo prazo.

Uma emissão substancial de dívida poderia permitir que ela se apresentasse a potenciais investidores em uma oferta pública inicial (IPO) como tendo financiamento suficiente para se tornar lucrativa.

O dinheiro arrecadado através da oferta de dívida, que será separada dos fundos que a WeWork receberia em um IPO, poderia crescer até US$ 10 bilhões nos próximos anos, disse a fonte, alertando que ainda não há certeza de que a oferta acontecerá.

Representantes da WeWork se recusaram a comentar o assunto.

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