Ibovespa avança, mas declarações de Trump minimizam ganhos

Amanda Perobelli/Reuters
O Ibovespa chegou a tocar o patamar dos 104 mil pontos na sessão desta quinta-feira

O principal índice da bolsa paulista fechou no azul hoje (1), chegando a subir mais de 2% mais cedo, impulsionado pelo corte na taxa básica de juros do país, mas mitigando os ganhos após tuítes do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre tarifas à China.

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O Ibovespa subiu 0,31%, a 102.125,94 pontos, com destaque para salto de mais de 15% da ação da Cielo no final da sessão em meio a notícia sobre eventual estudo do Banco do Brasil para vender sua participação na empresa de meios de pagamento. O volume financeiro saltou para cerca de R$ 25,97 bilhões.

O Ibovespa chegou a tocar o patamar dos 104 mil pontos na sessão desta quinta-feira, repercutindo a decisão do Banco Central de cortar a taxa Selic em 0,5 ponto percentual e a indicação de que o processo de afrouxamento poderá continuar.

A alta foi amenizada após o presidente dos EUA, Donald Trump, dizer no Twitter que irá impor uma tarifa adicional de 10% sobre US$ 300 bilhões restantes em importações chinesas a partir de 1º de setembro, elevando as preocupações com o aumento de tensões na guerra comercial iniciada por Washington contra Pequim.

“No curto prazo, a leitura é de aumento na volatilidade e nas tensões globais, com risco de desaceleração do crescimento”, afirmou a XP Investimentos em comunicado. A casa, porém, destacou que tal desaceleração pode resultar em um novo corte de juros nos EUA, sustentando mercados emergentes.

Em Wall Street, as declarações de Trump anularam as altas dos índices. O S&P 500 recuou 0,9% a 2.953 pontos.

A B3 também divulgou nesta quinta-feira a primeira prévia para o Ibovespa que irá vigorar no último quadrimestre do ano, com a entrada das ações da operadora de saúde Notre Dame Intermédica Participações. Ainda serão publicadas outras duas preliminares para a carteira do índice.

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