10 lugares que contam a história de Nelson Mandela

10 lugares que contam a história de Nelson Mandela - Foto reprodução Forbes
South African Tourism e Fundação Nelson Mandela trabalham na atualização do aplicativo que lista 100 lugares para conhecer a trajetória de Nelson Mandela .

O dia de hoje (18) marca o centenário de Nelson Mandela, e sua pátria natal, a África do Sul, está comemorando a ocasião não apenas com eventos, mas também com o lançamento de um mapa digital que traça a jornada do ex-presidente ao longo da vida.

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A South African Tourism e a Fundação Nelson Mandela trabalharam juntas na atualização do Madiba’s Journey, um aplicativo com uma lista de 100 lugares ligados a Mandela na África do Sul – e acessíveis ao público em geral. O título do app é uma referência ao nome do clã de Mandela, Madiba.

Acompanhe, na galeria de fotos a seguir, os 10 melhores lugares ligados a Nelson Mandela na África do Sul indicados pela South African Tourism:

  • Robben Island

    O acesso à ilha se dá por meio de uma balsa via Cape Town, a partir do Nelson Mandela Gateway no V&A Waterfront. Robben Island é onde Mandela passou 18 dos 27 anos de prisão. Outros presos políticos ou condenados por eventuais crimes foram enviados para lá também. A visita em Robben Island inclui uma visão da cela de Mandela e outras instalações remanescentes que contam mais sobre a vasta história de 500 anos da ilha, que também serviu de enfermaria geral e base militar.

  • Local de captura de Nelson Mandela

    Na província de KwaZulu-Natal, perto da cidade de Howick, terrenos marcam a área na qual Mandela foi capturado e iniciaria um período de 27 anos de reclusão. Em 6 de agosto de 1952, o líder sul-africano foi parado pela polícia anti-apartheid – ele fingiu ser um motorista, mas ainda assim foi preso. No local da captura, um caminho de placas contendo datas e fatos históricos leva a uma impressionante estátua do rosto de Mandela.

  • Liliesleaf

    No subúrbio de Rivonia, em Joanesburgo, a fazenda serviu como refúgio para os líderes do Congresso Nacional Africano. Foi lá também que Mandela se passou por trabalhador agrícola. Em 11 de julho de 1963, depois de quase dois anos de isolamento, a polícia invadiu a propriedade e prendeu vários líderes. Mandela já estava cumprindo uma sentença diferente na época, mas ele também foi levado a julgamento pela ligação com Liliesleaf, que se tornou um local histórico público em junho de 2008.

  • Casa Mandela na Rua Vilakazi

    Em Soweto, um distrito em Joanesburgo, este museu já foi a casa de Mandela e de sua primeira esposa, Evelyn Ntoko Mase, até o divórcio do casal em 1958. Depois, a residência abrigou também Mandela e sua segunda esposa, Winnie Madikizela-Mandela.

    No entanto, o ex-presidente da África do Sul passou pouco tempo na casa. Fortemente envolvido com atividades políticas, e em constante fuga, o líder rebelde voltou à propriedade em 1990, brevemente, após ser libertado da Ilha Robben. A família Mandela residiu no local até meados da década de 1990, quando a casa se tornou patrimônio público. O arcebispo Desmond Tutu foi outro residente da Rua Vilakazi.

  • Chancellor House e estátua Shadow Boxer

    Também em Joanesburgo, estas duas obras na 25 Fox Street mostram dois lados diferentes de Mandela. A Chancellor House é o local de onde o ex-presidente da África do Sul e Oliver Tambo, um líder anti-apartheid, comandavam seu escritório de advocacia, o Mandela & Tambo. O local não é aberto ao público; em vez disso, suas janelas contêm uma linha do tempo dos eventos relacionados a Mandela e Tambo e momentos que exigiram esforços anti-apartheid. Do outro lado da rua, é possível contemplar a estátua do jovem Mandela como boxeador amador, ainda em sua juventude. A foto que serviu de base para a obra de 6 metros de altura foi feita em 1950 pelo fotógrafo Robert Gosani.

  • Prefeitura e Grand Parade

    A Prefeitura da Cidade do Cabo, um edifício de arenito de estilo renascentista italiano, é onde Mandela fez seu primeiro discurso como um homem livre em 11 de fevereiro de 1990. Multidões se reuniram no Grand Parade (a principal praça pública) para ouvi-lo falar. No centenário de Mandela, para simbolizar o momento do discurso na varanda, a prefeitura receberá um estátua do ex-presidente.

  • Escultura da fila de votação

    Na Reserva Dorkin, em Port Elizabeth, uma sequência de indivíduos esculpidos simboliza uma data histórica para a África do Sul. Em 27 de abril de 1994, o país realizou sua primeira eleição democrática com a inclusão de todas as etnias, após décadas de apartheid. As imagens representam pessoas de diversas origens esperando para votar. Entre os eleitores daquele dia estava o próprio Mandela.

  • Colina da Constituição

    Este complexo de Joanesburgo era uma antiga prisão e forte militar que abrigava homens e mulheres de todas as origens e convicções com tratamento que variava de acordo com as posições do apartheid. Os prisioneiros notáveis incluíam não só Mandela, mas também Mahatma Gandhi e Winnie Madikizela-Mandela. O Velho Forte mantinha prisioneiros brancos. A Número Quatro aprisionava homens de outras cores e raças. Havia também a Prisão Feminina e o Tribunal Constitucional, que proferiu julgamentos significativos sobre casos considerados relevantes.

  • Museu do Apartheid

    Como uma ferramenta de ensino, este museu, também em Joanesburgo, fornece uma sólida compreensão de como era a vida na África do Sul do século 20 sob o sistema do apartheid e o que o futuro pós-apartheid do país pode significar. Mais de 20 exposições guiam os visitantes por vários aspectos da discriminação racial. Estão expostos filmes, artefatos, fotografias e textos pessoais. Mandela, claro, é destaque.

  • Museu Nelson Mandela

    Ao longo da província de Cabo Oriental fica o museu que recebeu o nome do líder sul-africano, formado por duas estruturas separadas. Cada uma delas oferece uma perspectiva completa sobre Mandela, refletindo sua juventude e idade adulta. Esses locais são o Edifício Nelson Mandela, na cidade de Mthata, e o Patrimônio e Centro de Jovens Nelson Mandela, em Qunu, a vila rural na qual ele cresceu.

Robben Island

O acesso à ilha se dá por meio de uma balsa via Cape Town, a partir do Nelson Mandela Gateway no V&A Waterfront. Robben Island é onde Mandela passou 18 dos 27 anos de prisão. Outros presos políticos ou condenados por eventuais crimes foram enviados para lá também. A visita em Robben Island inclui uma visão da cela de Mandela e outras instalações remanescentes que contam mais sobre a vasta história de 500 anos da ilha, que também serviu de enfermaria geral e base militar.

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