3 dicas para se divertir nas férias e voltar bem ao trabalho

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Algumas coisas precisam ser feitas, mas nem sempre deve ser assim

Você já saiu de férias com a intenção de descansar e de recarregar as baterias e voltou ao trabalho cansado e pouco revigorado? Isso já aconteceu comigo.

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O problema é que nossas férias podem ser tão cheias de listas de coisas para fazer, obrigações e demandas reprimidas como nossa vida profissional. Então, não é difícil gastar o tempo que temos para relaxar de um jeito que, no fim, não nos faz realmente descansar.

Para nos sentirmos descansados, reenergizados e recuperados, é preciso passar as nossas férias (ou, pelo menos, uma boa parte delas) ocupados com coisas que ajudam a nos reconectar com nós mesmos, coisas que fazem nos sentirmos bem e que elevam nossos espíritos. Isso vem a partir do momento que fazemos o que realmente gostamos.

Apenas faça o que você gosta. Isso parece óbvio e fácil, certo? E, mesmo assim, quantas vezes você se viu de férias, mas fazendo coisas que realmente não queria fazer? Atividades como ir a um churrasco com pessoas de quem você não gosta porque se sente obrigado, passar um dia pintando o chão quando você odeia tarefas domésticas ou, se tiver viajado, ter visitado somente pontos turísticos. Podemos nos ver ocupados com o que não queremos de verdade porque nossa mente possui diversas razões que justificam o “ter de”. Resistir a isso parece muito complicado.

Entendo que há algumas coisas que precisam ser feitas, mas nem sempre deve ser assim. Portanto, estar ciente sobre o que se passa em sua mente quando estiver de férias pode ajudá-lo a ser um pouco mais perspicaz.

Veja, na galeria de fotos abaixo, algumas dicas para aproveitar seu tempo com coisas de que realmente gosta, de forma a se divertir nas férias e voltar bem ao trabalho:

  • Conecte-se consigo mesmo e examine cada atividade que pensa em fazer. Há um desejo verdadeiro de fazer isso?

    Você pode pensar em uma lista de coisas para fazer, compromissos e outras atividades. Mas, para cada uma dessas coisas, tente parar e se questionar sobre o desejo verdadeiro de fazê-las. Se for um grande “sim”, será uma afirmação que fará com que você se sinta bem e trará calma.

    Já uma afirmação que vem de sua mente e é motivada apenas pela vontade de ser “bom” e corresponder a alguma expectativa é, na verdade, um “não”. Ele será pesado e trará muita pressão.

    Nossa mente pode nos dar muitas razões pelas quais precisamos fazer as coisas que realmente não queremos fazer. Meus pensamentos sempre preferem que eu faça o que é seguro, portanto, sigo o que deveria ser feito, em vez de o que me diverte ou o que quero. Podemos estar muito condicionados a negar a alegria a nós mesmos. Olho para os pensamentos que tenho e os examino. Pergunto: “Se eu não fizer essas coisas ou, pelo menos, não as fizer agora, o que realmente acontecerá?”.

    Entendo que, às vezes, o “não” é muito inconveniente. Se a sua família inteira quiser andar de caiaque ou fazer qualquer outra atividade e você não? Você pode se sentir obrigado, mas ainda tem uma escolha para honrar o seu “não”. Pode ser difícil porque, sim, você pode chatear alguém, mas considere se, às vezes, não vale a pena poder ter espaço para reabastecer sua saúde e energia.

    Mas veja bem: defendo a liberdade de desafiar nossa próprias mente quando ela nos força a fazer coisas que realmente não precisamos fazer. Não defendo a irresponsabilidade. Então, sim, de vez em quando você precisa fazer o que não gosta, é a vida. E, quando você encontra algumas dessas coisas, como contas a serem pagas ou manutenção da casa, há duas dicas: 1) Calcule quanto tempo levará a atividade, dê a si mesmo esse período, e volte a fazer algo de que goste; 2) Encontre uma maneira de tornar mais divertido ou de fazer de seu jeito. Você pode convidar amigos para fazer uma festa enquanto pinta as paredes? Eu fui uma vez a uma festa em que cobrimos uma casa inteira e foi divertido! Veja como pode mudar a experiência da tarefa para algo que seja bom para você.

  • Faça uma lista de coisas que realmente goste de fazer e com as quais se sinta bem

    Eu tenho uma lista de coisas que gosto de fazer em minha casa. Quando tenho tempo no final de semana ou nas férias, olho para essa lista e escolho um tópico. Preciso disso, senão meu tempo livre poderia facilmente se tornar um vácuo para as tarefas e obrigações. Pessoalmente, fico satisfeita ao riscar os itens de minha lista de tarefas ou agradar aos outros, mas também me desgasto, e certamente não me sinto restaurada. É irônico, já que a satisfação, em parte, vem de realizar a tarefa para que eu possa, depois, fazer algo de que realmente gosto!

    Ter uma lista também pode salvá-lo de outro padrão. Se você tem tempo livre depois de todas as tarefas e obrigações cumpridas, como você o passa? Você faz tudo o que quer? Ou faz algumas das atividades com as quais acha que se sente bem no momento, mas que na verdade são distrações? Falo sobre ver TV, comer, beber, fazer compras etc. Por mais que, às vezes, isso possa o animar, pode também simplesmente trazer conforto, e não necessariamente eenergia para outras ocasiões. Você terá de ter consciência disso. E sem julgamentos, afinal, todos nós podemos fazer isso às vezes e, em grande parte, o desejo é impulsionado pelo quão exausto nós nos sentimos ao nos forçar por meio de todos aqueles “nãos” que parecem “sim”.

    Portanto, faça a lista do que o deixa feliz e traz energia. Quando decidimos que não vamos fazer o que definimos como “não”, ajudamos a criar uma lista de “sim” pronta para ser feita. Podem ser atividades físicas ou apenas relaxar com um bom livro, o que você preferir! A lista ajuda a identificar o que gostamos. Antes de fazer a minha, eu não tinha certeza sobre o que gostava. É um bom exercício para nos conhecermos.

  • Por que é tão importante focar na diversão e na recuperação durante as férias?

    Seguir o que nos faz bem e fazer coisas que realmente queremos ajuda a nos sentirmos como desejamos durante as férias: relaxados, recuperados, reenergizados. Isso é recompensador. Mas caso a sua mente também precise de uma razão nos negócios para se desligar de coisas que não o agrada, aqui há uma: relaxar nas férias também o ajudará imensamente no trabalho. Uma pesquisa mostrou que reservar um tempo para recuperação é o segredo para a resiliência e o sucesso. Ter tempo para restaurar as energias é como você evita o esgotamento e cria as condições físicas e mentais para fazer seu melhor trabalho e navegar para os seus próximos passos na carreira.

Conecte-se consigo mesmo e examine cada atividade que pensa em fazer. Há um desejo verdadeiro de fazer isso?

Você pode pensar em uma lista de coisas para fazer, compromissos e outras atividades. Mas, para cada uma dessas coisas, tente parar e se questionar sobre o desejo verdadeiro de fazê-las. Se for um grande “sim”, será uma afirmação que fará com que você se sinta bem e trará calma.

Já uma afirmação que vem de sua mente e é motivada apenas pela vontade de ser “bom” e corresponder a alguma expectativa é, na verdade, um “não”. Ele será pesado e trará muita pressão.

Nossa mente pode nos dar muitas razões pelas quais precisamos fazer as coisas que realmente não queremos fazer. Meus pensamentos sempre preferem que eu faça o que é seguro, portanto, sigo o que deveria ser feito, em vez de o que me diverte ou o que quero. Podemos estar muito condicionados a negar a alegria a nós mesmos. Olho para os pensamentos que tenho e os examino. Pergunto: “Se eu não fizer essas coisas ou, pelo menos, não as fizer agora, o que realmente acontecerá?”.

Entendo que, às vezes, o “não” é muito inconveniente. Se a sua família inteira quiser andar de caiaque ou fazer qualquer outra atividade e você não? Você pode se sentir obrigado, mas ainda tem uma escolha para honrar o seu “não”. Pode ser difícil porque, sim, você pode chatear alguém, mas considere se, às vezes, não vale a pena poder ter espaço para reabastecer sua saúde e energia.

Mas veja bem: defendo a liberdade de desafiar nossa próprias mente quando ela nos força a fazer coisas que realmente não precisamos fazer. Não defendo a irresponsabilidade. Então, sim, de vez em quando você precisa fazer o que não gosta, é a vida. E, quando você encontra algumas dessas coisas, como contas a serem pagas ou manutenção da casa, há duas dicas: 1) Calcule quanto tempo levará a atividade, dê a si mesmo esse período, e volte a fazer algo de que goste; 2) Encontre uma maneira de tornar mais divertido ou de fazer de seu jeito. Você pode convidar amigos para fazer uma festa enquanto pinta as paredes? Eu fui uma vez a uma festa em que cobrimos uma casa inteira e foi divertido! Veja como pode mudar a experiência da tarefa para algo que seja bom para você.

 

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