Como Allison Zuckerman reescreve a história da arte

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Allison Zuckerman quer reivindicar figuras femininas famosas dando-lhes voz em um ambiente contemporâneo

A artista do Brooklyn Allison Zuckerman é a DJ do mundo da arte – legal, no controle e faz misturas como um mestre. Ou, melhor dizendo, ela mistura os mestres. Em resumo, trata-se de retrabalhar, já que ela mescla obras de arte tradicionais com as suas próprias, por meio de colagem e pintura.

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Allison quer reivindicar figuras femininas famosas dando-lhes voz em um ambiente contemporâneo. E, ao conseguir isso, com apenas 28 anos ela já construiu um público impressionante, incluindo Jeremy Scott, da Moschino. Sua exposição no Akron Museum of Art, em Ohio, no final do ano, já está marcada.

FORBES conversou com Allison sobre arte, carreira e mulheres. Veja, a seguir, os melhores momentos da entrevista:

FORBES: Qual é a sua primeira lembrança da arte?

Allison Zuckerman: Insisti em frequentar aulas de arte aos sábados, pela manhã, com minha irmã mais velha, quando eu tinha 4 anos.

F: Como foi sua trajetória?

AZ: Eu me formei em Belas Artes, fiz cursos de francês e História da Arte na Universidade da Pennsylvania, e completei meu mestrado na School of the Art Institute of Chicago, com ênfase em pintura e desenho.

F: Como você resumiria seu estilo?

AZ: Eu procuro recuperar figuras femininas de um arquétipo histórico de arte dominado pelos homens, e conduzi-las ao momento presente. Comparo meu estilo a uma música sampleada por um DJ: seleciono imagens de diferentes momentos ao longo da história da arte, bem como os meus próprios trabalhos, e os misturo por meio de colagens e pinturas. É o meu objetivo: encorajar minhas figuras femininas a serem participantes ativas em suas próprias representações.

F: No que você está trabalhando no momento?

AZ: Eu estou trabalhando em uma exposição de museu, que será inaugurada no Akron Museum of Art em 27 de outubro de 2018.

F: Quem são as pessoas que apoiam suas obras?

AZ: Meus apoiadores são muito diferentes, mas o que todos compartilham é um amor comprometido com a arte ousada.

F: O que você quer comunicar com seus trabalhos?

AZ: Humor, amor, vulnerabilidade.

F: O que você quer que o espectador sinta?

AZ: Uma conexão e excitação.

F: Quais foram as maiores lições aprendidas quando se trata de lidar com o mundo da arte?

AZ: Mantenha-se fiel à sua visão.

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