África agora tem luxo e turismo engajado em safáris

África agora tem luxo e turismo social em safáris - Foto reprodução FORBES
Programa Elephant Collaring Project ajuda a mapear a localização de manadas para alertar os moradores de aldeias da região.

Como qualquer um que tenha se hospedado em um alojamento da operadora de safáris Singita, na África do Sul, sabe, essas tradicionais instalações turísticas africanas seguem um padrão de qualidade. Mas, ainda que tradicional, o padrão, realinhado com o modo de pensar atual da indústria, está mudando. Sob o slogan “Safaris with a Purpose” (Safaris com Propósito, em tradução livre), diferentes projetos de conservação em parceria com o Fundo Singita Grumeti, com base na reserva de 1.417 km² de Grumeti, no norte da Tanzânia, permitem que os hóspedes participem de maneira significativa do desenvolvimento da área.

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Um desses projetos, o Elephant Collaring Project (Projeto Colar de Elefante, em tradução direta), teve um bom desempenho no início deste ano e deve ser repetido em setembro. Ele trata de um problema bastante comum: o conflito entre as manadas e as pessoas que se instalaram no território dos elefantes. Os confrontos podem destruir as plantações e edifícios das aldeias e causar danos físicos aos elefantes quando os aldeões retaliam seus movimentos.

O programa permite que os viajantes ajudem os animais, ao financiar colares de GPS que mandem alertas aos aldeões quando os elefantes deixarem a reserva e se aproximarem das aldeias. Uma unidade voltada à mitigação de conflitos entre os humanos e os bichos se mobiliza, então, para levar os elefantes de volta à área protegida. Seis fêmeas e seis machos foram equipados com os colares em fevereiro. Outros 18 adereços desse devem ser implementados em setembro. Os turistas também são convidados a visitar a sede anti-caça furtiva do Fundo Singita Grumeti para aprender sobre outras áreas de proteção da vida selvagem.

Outro programa previsto para estrear em outubro, em parceria com a organização sem fins lucrativos Brave, beneficiará as mulheres das comunidades rurais em torno de Grumeti, na Tanzânia. Uma experiência de cinco dias para 20 mulheres – três deles destinados a uma corrida ao longo de toda a extensão do Parque Nacional de Serengeti — tem o objetivo de estimular o contato com essa área rica e angariar recursos para ajudar as jovens a aumentar suas oportunidades educacionais, comerciais e de saúde.

No primeiro dia, os participantes são misturados às mulheres locais que irão se beneficiar da corrida, além de correr também. A experiência cria memórias únicas para todos. E, é claro, parte dessa experiência é enriquecida pelas especialidades de Singita: boa comida e vinho, jogos de caça e acomodações de luxo. Uma vivência de safári de primeira linha que ajuda mulheres ao mesmo tempo.

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