Assessorias financeiras já movimentaram US$ 26,3 bi no Brasil em 2018

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Segundo ranking da Reuters, número corresponde ao primeiro semestre do ano, e Itaú Unibanco lidera

Assessorias financeiras são instituições que, filiadas a grandes bancos ou independentes, estão aptas para atuar em operações muito complexas como fusão ou aquisição de grandes empresas: negócios na casa dos bilhões, normalmente. Então, toda vez em que há duas gigantes em uma grande negociação, há uma assessoria financeira na intermediação.

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Ver os números dessas assessorias serve para ter um bom termômetro de como anda o mercado de um país, especialmente aos olhos do exterior, já que grande parte dessas negociações envolve empresas estrangeiras multinacionais. No Brasil, o primeiro semestre de 2018 apresentou uma queda no número das movimentações das assessorias. O total de US$ 26,3 bilhões é 26% menor do que no mesmo período de 2017 e, segundo a Thomson Reuters, o ritmo não deve acelerar por conta do cenário duvidoso causado pelas eleições.

Este primeiro semestre já viu grandes negócios, como a compra da Fibria pela concorrente Suzano, a aquisição da operação da Shell na Argentina pela Raízen e a negociação do Wallmart Brasil com a Advent, que não pagou diretamente ao Wallmart, mas se comprometeu a realizar investimentos milionários na operação. Para o segundo semestre, a compra da Brasken pela LyondellBasell é uma das negociações mais esperadas.

A Thomson Reuters divulgou um ranking com as 10 assessorias financeiras que mais fizeram movimentações neste primeiro semestre. Itaú Unibanco lidera a lista. Em muitas negociações, é comum mais de uma assessoria financeira interceder, no caso Fibria/Suzano, por exemplo, Itaú Unibanco e Riza Capital participaram das negociações. Então, o valor correspondente a essa movimentação aparece nas duas assessorias, o que impossibilita a soma dos valores abaixo para o cálculo do total geral.

Veja abaixo as maiores movimentações de assessorias financeiras em 2018:

Itaú Unibanco – US$ 19,5 bilhões
Morgan Stanley – US$ 18,6 bilhões
Riza Capital – US$ 16,7 bilhões
JPMorgan – US$ 16,1 bilhões
BofA – US$ 14,6 bilhões
BTG Pactual – US$ 3,72 bilhões
Rabobank – US$ 1,4 bilhão
Industrial & – US$ 1,4 bilhão
Comm Bank China UBS – US$ 1,4 bilhão
Citi – US$ 1,08 bilhão
Santander – US$ 272 milhões

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