Os 7 tipos mais comuns de expatriados

Apesar de a trajetória de cada expatriado ser única, há similaridades no que diz respeito às suas motivações para se mudar e ao seu estilo de vida no exterior. Com base nas respostas de mais de 18 mil expatriados que vivem em 187 países e territórios, na pesquisa anual Expat Insider, o InterNations, maior site de informação e relacionamento do mundo para pessoas que vivem e trabalham no exterior, criou a primeira tipologia detalhada de expatriados, que determina os 7 tipos mais comuns de pessoas que se mudam para o exterior.

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Enquanto o tipo “Determinado” e o “Transferido” se mudam por razões relacionadas a trabalho e dedicam muito tempo a seus empregos, os “Otimistas” simplesmente buscam uma vida melhor no exterior. Eles valorizam um bom equilíbrio entre vida pessoal e profissional e têm facilidade para se adaptar. A adaptação também parece ser fácil para o “Explorador”, enquanto os “Românticos” consideram fácil fazer amigos locais: os dois tipos de expatriados se mudam por aventura e amor, respectivamente.

Ainda que os “Parceiros Viajantes” também se mudem para estar com seus parceiros, frequentemente têm dificuldade para se sentir em casa no exterior. Além disso, enfrentam perspectivas de carreira pobres e muitos tendem a voltar para casa. Por fim, os “Estudantes” se mudam, claro, para estudar. Eles também têm maior probabilidade de falar a língua local muito bem.

Veja na galeria de fotos a seguir:

  • 1º. O Determinado (21%)

    Razões para se mudar
    Encontraram um emprego no exterior por conta própria: 58%
    Foram recrutados por uma empresa local: 31%
    Começaram um negócio no exterior: 10%

    Vida no exterior
    Falam muito bem a língua local: 22%
    Maioria de seus amigos é local: 14%
    Tendem a ficar no exterior para sempre: 30%

    Os Determinados são expatriados que se mudam ao exterior para impulsionar sua carreira. Deles, 10% têm PhD, 45% têm mestrado e 33% são formados na universidade. Em seu novo país de residência, trabalham principalmente no ramo de educação (16%, incluindo ensino de línguas), TI (12%) e manufatura e engenharia (9%). “A vida de trabalho na Alemanha é muito satisfatória, especialmente, para engenheiros como eu, e há uma abundância de trabalhos e oportunidades”, diz um Determinado de Singapura.

    Ao passar 44,7 horas por semana em empregos de tempo integral, os Determinados são um pouco mais ocupados do que a média global de expatriados (44 horas). Apesar disso, 64% estão satisfeitos com sua rotina de trabalho (contra 65% no geral), assim como com sua perspectiva de carreira (59% contra 55% no geral). “O emprego que eu tenho é muito animador em termos de futuro, e o salário é muito bom”, diz um Determinado inglês que vive no Vietnã. De fato, quase três a cada cinco (59%) dizem acreditar que seu salário no exterior é mais alto do que seria em um trabalho similar em seu país de origem (contra 53% de todos os expatriados).

    Colocar o trabalho em primeiro lugar pode ter um impacto em sua vida pessoal: quase um quarto dos Determinados que têm um relacionamento (24%) atualmente não vive no mesmo país de seu parceiro. Esse é o número mais alto entre todos os tipos de expatriados e duas vezes maior do que a média geral (12%). Além disso, mais de dois a cada cinco (41%) consideram difícil fazer amigos locais no exterior, em comparação a 36% no geral. Talvez seja essa a razão por que 25% ainda não se sentem em casa no exterior e 18% acreditam que nunca irão se sentir (contra 22% e 15% no geral).

  • 2º. O Otimista (16%)

    Razões para se mudar
    Melhor qualidade de vida: 60%
    Razões financeiras: 28%
    Razões políticas, religiosas ou de segurança: 12%

    Vida no exterior
    Falam a muito bem a língua local: 23%
    Maioria de seus amigos é local: 16%
    Tendem a ficar no exterior para sempre: 55%

    De todos os tipos de expatriados, os Otimistas são os que mais enxergam potenciais benefícios em se mudar ao exterior e, ao que parece, eles estão certos: uma parcela acima da média de Otimistas está satisfeita com o clima (74% contra 61% no geral) e a qualidade do ambiente (79% contra 69%) do país em que vivem. “Eu amo o ar fresco e a luz do sol. O país é tão verde e pitoresco”, diz um expatriado inglês que vive na Nova Zelândia. Além disso, quase nove a cada 10 Otimistas se sentem seguros no exterior (contra 82% no geral), e 74% estão satisfeitos com sua situação financeira (contra 67%). “Eu consigo sobreviver financeiramente sem ter de abrir mão das coisas boas da vida”, relata um Otimista holandês que vive na Itália.

    No que diz respeito à vida profissional, 81% trabalham em período integral, o que é um pouco menos do que a média geral de expatriados (84%). Apesar de as horas de trabalho um pouco mais curtas (43,4 horas contra 44 horas no geral), quase três a cada cinco (58%) acreditam que sua renda atual seja mais alta do que seria em um trabalho similar em seu país de origem (contra 53% no geral). “A vida é fácil aqui. Eu não trabalho tanto e ganho dinheiro o suficiente para viajar, economizar para o futuro e arcar com todas as minhas despesas”, relata um expatriado norte-americano que vive na China.

    Os Otimistas também não parecem ter muita dificuldade para se adaptar: mais de sete a cada 10 (72%) se sentem em casa na cultura local, maior número entre todos os tipos de expatriados e 12 % acima da média geral (60%). Talvez isso se deva ao fato de os Otimistas considerarem os residentes locais no geral amigáveis (77% contra 69% no geral) e acharem fácil fazer amigos locais (56% contra 45%).

  • 3º. O Romântico (13%)

    Razão para se mudar
    Por amor/para viver no país de origem de seu parceiro: 100%

    Vida no exterior
    Falam muito bem a língua local: 35%
    Maioria de seus amigos é local: 38%
    Tendem a ficar no exterior para sempre: 43%

    Apesar de o Romântico ter se mudado por amor, seu relacionamento não necessariamente durou: 12% deles estão atualmente solteiros. Para os Românticos que estão (ainda ou novamente) em um relacionamento, as coisas parecem ir bem: quase nove a cada 10 (88%) estão satisfeitos com seu relacionamento, e para 57% as coisas não poderiam estar melhores. “A minha única razão para viver aqui é o meu desejo de estar perto de meu parceiro”, declara um expatriado ucraniano que vive na Alemanha.

    Os Românticos parecem realmente fazer esforço para se adaptar ao país de origem de seu parceiro: quase três a cada cinco (57%) declaram falar a língua local suficientemente ou até mesmo bem. “Eu aprendi a língua, a cultura e como me relacionar com as pessoas”, relata um filipino que vive na Índia. De fato, o Romântico é o que mais tende a ter entre a maioria de seus amigos residentes locais (38%), o que é duas vezes a média de todos os expatriados (19%).

    Com 12% dos Românticos atualmente em busca de emprego (contra 8% no geral), a carreira não parece ir tão bem quanto a vida pessoal. Na verdade, 34% deles estão insatisfeitos com sua perspectiva de carreira, comparados a 25% dos expatriados do mundo. Um Romântico brasileiro que vive na Áustria relata que teve de “regredir em sua carreira para conseguir um emprego”. Além disso, 41% dos Românticos dizem acreditar que sua renda seja menor do que seria em um emprego similar em seu país de origem (contra 27% no geral).

  • 4º. O Explorador

    Razões para se mudar
    Buscar uma aventura: 47%
    Vontade de viver em determinada cidade/país: 28%
    Simplesmente gostam de viver no exterior: 25%

    Vida no exterior
    Falam muito bem a língua local: 32%
    Maioria de seus amigos é local: 20%
    Tendem a ficar no exterior para sempre: 41%

    Os Exploradores parecem ter facilidade em se adaptar ao novo país de residência, com quase três quartos (73%) se sentindo em casa (contra 64% no geral). Talvez isso se deva ao fato de que a maioria dos Exploradores (68%) considerem fácil fazer novos amigos no exterior (contra 57% no geral), maior número entre todos os sete tipos de expatriados. “Conhecer novas pessoas e ter amigos é muito importante para mim”, compartilha um canadense que vive na Alemanha.

    No geral, os Exploradores consideram a atitude dos residentes locais em relação a eles positiva e 75% estão satisfeitos com esse fator (contra 66% no geral). Além disso, eles têm o maior número de entrevistados satisfeitos com sua socialização e suas atividades de lazer no exterior (76%). “Eu simplesmente amo o Viena. É uma cidade linda, tranquila e com muitas coisas para ver e fazer”, diz um inglês que se mudou em busca de aventura.

    Além de fazer amigos, um bom equilíbrio entre vida profissional e pessoal parece ser importante para o Explorador. Os que têm empregos em tempo integral passam cerca de 42,4 horas por semana no trabalho (contra 44 horas no geral). De fato, quase sete a cada 10 (68%) estão felizes com seu equilíbrio entre vida profissional e pessoal (versus 61% no geral), o que é, ao lado dos Otimistas, o maior número entre todos os tipos de expatriados.

  • 5º. O Transferido 10%

    Razões para se mudar
    Transferência no trabalho: 100%

    Vida no exterior
    Falam muito bem a língua local: 22%
    Maioria de seus amigos é local: 13%
    Tendem a ficar no exterior para sempre: 25%

    Quase todos os Transferidos (96%) trabalham em período integral (contra 84% de todos os expatriados) e, com uma média de 46,1 horas de trabalho por semana, são de longe os que passam mais tempo no emprego (contra 44 horas no geral). No entanto, isso parece compensar, visto que 26% reportam renda anual de mais de US$ 150 mil, o que é mais do que duas vezes a média global (21%). Sua renda generosa também pode estar relacionada aos campos em que eles normalmente trabalham: manufatura e engenharia (14%), finanças (13) e TI (11%).

    Mais de três a cada cinco Transferidos (61%) estão satisfeitos com suas perspectivas de carreira (contra 55% no geral), e quase sete a cada 10 (69%) estão felizes com sua segurança no emprego (contra 59%). Ambos os números são os mais altos entre todos os tipos de expatriados. “Meu trabalho é um desafio, mas eu tenho muitas oportunidades de crescer como um profissional”, declara um peruano que vive em Honduras. Talvez seja essa a razão pela qual 73% dos Transferidos estejam, no geral, satisfeitos com seu trabalho (contra 65% no geral).

    Quase três em cada cinco Transferidos (58%) consideram provável que voltem para casa em determinado momento (contra 42% no geral), mais uma vez o maior número entre todos os tipos de expatriados. Ainda que isso possa se dever ao fato de eles terem sido enviados ao exterior por seus empregadores apenas por um período limitado, quase um quarto dos Transferidos ainda não se sente em casa (23%), e outros 17% acham que nunca se sentirão.

    “É parte do meu trabalho”, explica um expatriado português que vive em Moçambique. “Eu me adapto para poder atender a meus requisitos de trabalho.” Talvez eles sofram para se adaptar por sentirem falta de seus parceiros: mais de um a cada cinco Transferidos que estão em um relacionamento (22%) não vivem no mesmo país do que seus parceiros. Atrás do Determinado, esse é o segundo maior percentual entre todos os tipos de expatriados.

  • 6º. O Parceiro Viajante

    Razões para se mudar
    Pelo trabalho ou pelos estudos de seus parceiros: 100%

    Vida no exterior
    Falam muito bem a língua local: 19%
    Maioria de seus amigos é local: 12%
    Tendem a ficar no exterior para sempre: 29%

    Ainda que a maioria dos outros tipos de expatriados tenham uma proporção de gênero suficientemente equilibrada, quase nove a casa 10 Parceiros Viajantes (86%) são mulheres. “Vivemos aqui apenas por causa do trabalho de meu marido”, relata uma expatriada holandesa que vive em Kosovo. Como se mudaram por causa de seus parceiros, Parceiros Viajantes tendem mais do que outros tipos de expatriados a cuidar da casa e/ou dos filhos (27% contra 5% no geral) ou a estar em busca de trabalho (17% contra 8%).

    Empregados (13%) correspondem apenas à terceira maior parte no que diz respeito ao status de trabalho dos Parceiros Viajantes (versus 25% no geral). “Eu me preocupo com a minha futura carreira porque meu marido é quem tem um emprego”, explica uma expatriada espanhola que vive na Holanda. De fato, 41% estão insatisfeitos com suas perspectivas de carreira, em comparação a 25% no geral.

    Além de carreiras frequentemente insatisfatórias, os Parceiros Viajantes também sofrem para se adaptar em âmbito pessoal. Um terço (33%) não se sente em casa na cultura local, 9% a mais do que a média geral (24%). Além disso, 20% dizem acreditar que nunca se sentirão em casa em seu atual país de residência, o que é o maior número entre os sete tipos de expatriados. Quase um a cada três (32%) consideram difícil fazer novos amigos no exterior, e um número ainda maior tem dificuldade em fazer amizade com locais em particular (48%). Ambos os resultados estão acima da média geral (25% e 36%, respectivamente).

  • 7º. O Estudante

    Razões para se mudar
    Escola ou universidade: 90%
    Melhorar suas habilidades de idioma: 10%

    Vida no exterior
    Falam muito bem a língua local: 36%
    Maioria de seus amigos é local: 13%
    Tendem a ficar no exterior para sempre: 31%

    Apesar de serem capazes de se comunicar facilmente, a porcentagem de Estudantes que falam muito bem a língua local do país em que vivem é a mais alta entre todos os tipos de expatriados. Estudantes sofrem para fazer amigos locais no exterior. Mais de dois a cada cinco (41%) acham isso difícil, comparados a 36% no geral. “Não é muito fácil fazer novos amigos aqui na Alemanha”, diz um expatriado chinês. Talvez isso contribua para o fato de apenas 54% dos Estudantes se sentirem em casa na cultura local, comparados a 60% no geral.

    Menos da metade dos Estudantes (46%) estão em um relacionamento, o que é bem menos do que a média geral (66%) e o menor número entre todos os tipos de expatriados. No entanto, com uma média de idade de 32,4 anos, eles também são, de longe, o tipo de expatriado mais novo (contra uma média geral de 44,2 anos). Aqueles que estão em um relacionamento, porém, têm muito mais probabilidade do que outros tipos de expatriados a terem conhecido seu parceiro em seu atual país de residência (58% contra 32% no geral).

    Além de serem altamente educados (11% dos Estudantes já têm um PhD, o que é o maior número entre todos os tipos de expatriados), eles também tem muito mais probabilidade de trabalhar com educação (14%). Outros campos de trabalho comuns são TI (13%) e manufatura e engenharia (9%).

1º. O Determinado (21%)

Razões para se mudar
Encontraram um emprego no exterior por conta própria: 58%
Foram recrutados por uma empresa local: 31%
Começaram um negócio no exterior: 10%

Vida no exterior
Falam muito bem a língua local: 22%
Maioria de seus amigos é local: 14%
Tendem a ficar no exterior para sempre: 30%

Os Determinados são expatriados que se mudam ao exterior para impulsionar sua carreira. Deles, 10% têm PhD, 45% têm mestrado e 33% são formados na universidade. Em seu novo país de residência, trabalham principalmente no ramo de educação (16%, incluindo ensino de línguas), TI (12%) e manufatura e engenharia (9%). “A vida de trabalho na Alemanha é muito satisfatória, especialmente, para engenheiros como eu, e há uma abundância de trabalhos e oportunidades”, diz um Determinado de Singapura.

Ao passar 44,7 horas por semana em empregos de tempo integral, os Determinados são um pouco mais ocupados do que a média global de expatriados (44 horas). Apesar disso, 64% estão satisfeitos com sua rotina de trabalho (contra 65% no geral), assim como com sua perspectiva de carreira (59% contra 55% no geral). “O emprego que eu tenho é muito animador em termos de futuro, e o salário é muito bom”, diz um Determinado inglês que vive no Vietnã. De fato, quase três a cada cinco (59%) dizem acreditar que seu salário no exterior é mais alto do que seria em um trabalho similar em seu país de origem (contra 53% de todos os expatriados).

Colocar o trabalho em primeiro lugar pode ter um impacto em sua vida pessoal: quase um quarto dos Determinados que têm um relacionamento (24%) atualmente não vive no mesmo país de seu parceiro. Esse é o número mais alto entre todos os tipos de expatriados e duas vezes maior do que a média geral (12%). Além disso, mais de dois a cada cinco (41%) consideram difícil fazer amigos locais no exterior, em comparação a 36% no geral. Talvez seja essa a razão por que 25% ainda não se sentem em casa no exterior e 18% acreditam que nunca irão se sentir (contra 22% e 15% no geral).

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