Escândalo do Facebook destrói confiança nas mídias sociais

Já se passaram quase seis meses desde que o escândalo envolvendo o Facebook, a Cambridge Analytica e a coleta ilegal de dados de usuários começou a se desdobrar, e a maior empresa de mídia social do mundo ainda está lidando com as consequências. Depois de sofrer a maior perda de valor de mercado em um único dia dos Estados Unidos no final de julho, o preço das ações da empresa ainda não se recuperou. Talvez mais importante, no entanto, é o fato de que o Facebook precisa encontrar uma maneira de recuperar a confiança do público. Afinal, se as pessoas não estiverem mais dispostas a compartilhar informações na rede social, todo o modelo de negócios da empresa está quebrado.

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Segundo uma pesquisa recente realizada pela Hub Entertainment Research, cerca de 37% dos consumidores norte-americanos não estão confiantes de que a rede social manterá seus dados seguros. O escândalo da Cambridge Analytica parece ter corroído também a confiança nas empresas de mídia social como um todo. Em comparação com outras empresas e instituições, as mídias sociais perdem significativamente no que diz respeito ao nível de confiança dos norte-americanos em sua capacidade de manter as informações seguras.

Curiosamente, a maioria dos entrevistados (55%) ainda usa o Facebook da mesma maneira que fazia antes do escândalo dos dados. Cerca de 23% deles postam menos, 20% alteraram suas configurações de privacidade e apenas 8% excluíram sua conta em resposta ao que aconteceu.

Veja, na galeria de fotos a seguir, 7 instituições e empresas que tiveram sua confiança mais abalada depois do escândalo do Facebook:

  • 7. Bancos

    13% não se sentem confiantes
    53% se sentem confiantes

  • 6. Provedores de serviços de streaming de vídeos

    18% não se sentem confiantes
    40% se sentem muito ou extremamente confiantes

  • 5. Provedores de TV a cabo

    18% não se sentem confiantes
    36% se sentem muito ou extremamente confiantes

  • 4. Departamento de trânsito

    23% não se sentem confiantes
    35% se sentem muito ou extremamente confiantes

  • 3. Secretaria da Receita Federal

    26% não se sentem confiantes
    34% se sentem muito ou extremamente confiantes

  • 2. Provedores de telefonia móvel

    25% não se sentem confiantes
    30% se sentem muito ou extremamente confiantes

  • 1. Empresas de redes sociais

    37% não se sentem confiantes
    27% se sentem confiantes

7. Bancos

13% não se sentem confiantes
53% se sentem confiantes

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