Grupo dos mais ricos do mundo tem apenas 13 bilionários negros

Das 2.153 pessoas mencionadas na edição 2019 da lista Forbes dos Bilionários do Mundo, apenas 13 são negras, um pequeno aumento ante as 11 do ranking do ano passado.

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O magnata do cimento Aliko Dangote continua a pessoa negra mais rica do mundo, com fortuna estimada em US$ 10,9 bilhões. Mike Adenuga, nigeriano das indústrias de petróleo e de telecomunicações, segue na segunda colocação, com patrimônio de US$ 9,1 bilhões.

Na lista deste ano, o empresário norte-americano David Stewart, dono majoritário da provedora de serviços de tecnologia World Wide Technology, estreia no clube de bilionários negros, com fortuna estimada em US$ 3 bilhões. Já o empresário nigeriano Abdulsamad Rabiu, que tem seus ganhos provenientes de cimento, farinha, óleos comestíveis e imóveis, volta a fazer parte do seleto grupo, pela primeira vez desde 2014. Em dezembro de 2018, Rabiu fundiu sua empresa privada Kalambaina Cement Company com a empresa Cement Co do Norte da Nigéria, também controlada por ele. A nova e maior empresa tem uma capitalização de mercado de mais de US$ 800 milhões, com 90% das ações pertencentes ao nigeriano. O valor de suas ações na nova Cement Co do Norte da Nigéria foi fundamental para o crescimento de sua fortuna, estimada em US$ 1,6 bilhão.

No grupo dos bilionários negros, existem apenas três mulheres: Folorunsho Alakija, executiva nigeriana; Oprah Winfrey, apresentadora da televisão norte-americana; e Isabel dos Santos, investidora angolana.

Veja, na galeria de fotos abaixo, as 13 pessoas negras mais ricas do mundo em 2019:

  • Aliko Dangote: US$ 10,9 bilhões

    Nacionalidade: nigeriana

    Fonte da fortuna: açúcar, cimento e farinha

    O magnata do setor de commodities mantém seu título como o homem negro mais rico do mundo. Depois de construir sua fortuna nas indústrias de açúcar, farinha e cimento, ele embarcou em seu projeto mais ambicioso até hoje: uma refinaria de petróleo privada na Nigéria, que terá capacidade de refino de 6,5 milhões de barris por dia e deverá reduzir a dependência do país de importações. Dangote começou nos negócios há mais de três décadas, com um empréstimo que recebeu de seu tio materno, e construiu o Dangote Group, maior conglomerado industrial da África Ocidental.

  • Mike Adenuga: US$ 9,1 bilhões

    Nacionalidade: nigeriana

    Fonte da fortuna: petróleo e telecomunicações

    O nigeriano Mike Adenuga construiu sua fortuna no ramo do petróleo e de telecomunicações. Sua empresa Conoil Producing Company foi uma das primeiras companhias nigerianas a receber uma licença de exploração de petróleo no início dos anos 1990. A petroleira é operadora de seis plataformas de extração na região do Delta do Rio Níger e detém uma participação de 25% em uma plataforma da Joint Development Zone (JDZ). Adenuga também é fundador e proprietário da Globacom, uma rede de telefonia móvel nigeriana que tem mais de 40 milhões de assinantes na Nigéria e em países vizinhos da África. Sua imobiliária, Cobblestone Properties, possui centenas de propriedades residenciais e comerciais em todo o país.

  • Robert Smith: US$ 5 bilhões

    Nacionalidade: norte-americana

    Fonte da fortuna: private equity

    Robert Smith, ex-executivo da Goldman Sachs, é o fundador da empresa de private equity Vista Equity Partners, que se concentra exclusivamente em investir em empresas de software. Sua companhia tem mais de US$ 30 bilhões em ativos e é uma das empresas de private equity com melhor desempenho, registrando retornos anuais de 22% desde o início.

  • David Steward: US$ 3 bilhões

    Nacionalidade: norte-americana

    Fonte da fortuna: tecnologia

    David Steward é cofundador e presidente da provedora de serviços de tecnologia World Wide Technology. A empresa tem uma receita de US$ 11,2 bilhões em vendas e clientes como Citi, Verizon e até o governo federal.

  • Oprah Winfrey: US$ 2,5 bilhões

    Nacionalidade: norte-americana

    Fonte da fortuna: televisão

    Oprah segue como a mulher afro-americana mais rica do mundo, graças aos 25 anos de seu lucrativo programa de TV e aos ganhos de sua produtora cinematográfica, Harpo. Seu canal a cabo, OWN (Oprah Winfrey Network), também vem angariando saldos positivos em termos de fluxo de caixa e desfrutando de avaliações favoráveis como resultado de entrevistas exclusivas com famosos como Lance Armstrong, Beyoncé e o jogador de basquete Jason Collins, assumidamente homossexual. Uma das filantropas mais generosas dos Estados Unidos, Oprah continua a doar para causas educacionais e gastou cerca de US$ 100 milhões em sua associação, Oprah Winfrey Leadership Academy for Girls, dedicada à educação de garotas na África do Sul.

  • Strive Masiyiwa: US$ 2,4 bilhões

    Nacionalidade: zimbabuana

    Fonte da fortuna: telecomunicações

    Masiyiwa é fundador da Econet, uma das principais empresas de telecomunicações móveis da África. Tem mais de 10 milhões de assinantes espalhados pelos países Zimbábue, Botsuana, Burundi e Lesoto. Em fevereiro deste ano, ele prometeu doar US$ 100 milhões para um fundo de investimento focado em empresas rurais no Zimbábue.

  • Isabel dos Santos: US$ 2,3 bilhões

    Nacionalidade: angolana

    Fonte da fortuna: investimentos

    Isabel dos Santos, filha mais velha do ex-presidente angolano José Eduardo dos Santos, formou um portfólio impressionante de investimentos, que inclui uma participação de 25% na operadora de telefonia móvel angolana Unitel e uma participação de 25% no banco angolano Banco BIC SA. Ela ainda tem uma participação substancial na empresa portuguesa Nos SGPS, de televisão a cabo, e pouco menos de 20% no Banco BPI, um dos maiores bancos de capital aberto de Portugal.

  • Patrice Motsepe: US$ 2,3 bilhões

    Nacionalidade: sul africana

    Fonte da fortuna: mineração

    O primeiro e único bilionário negro da África do Sul é o fundador da African Rainbow Minerals (ARM), empresa de mineração listada na Bolsa de Valores de Joanesburgo. Patrice Motsepe também possui uma grande participação na African Rainbow Capital, empresa de capital privado com foco em investimentos no setor de serviços financeiros.

  • Michael Jordan: US$ 1,9 bilhão

    Nacionalidade: norte-americana

    Fonte da fortuna: basquete

    O maior jogador de basquete de todos os tempos é acionista majoritário do time Charlotte Bobcats e desfruta de acordos lucrativos com empresas como Gatorade, Hanes e Upper Deck. Sua maior fonte de renda é a linha de calçados Brand Jordan, em parceria com a Nike, que gerou US$ 1 bilhão em vendas de roupas esportivas.

  • Michael Lee-Chin: US$ 1,9 bilhão

    Nacionalidade: canadense

    Fonte da fortuna: investimentos

    Canadense de origem jamaicana, Lee-Chin fez fortuna investindo em empresas financeiras. Ele possui uma participação de 65% no banco National Commercial Bank Jamaica, que representa a maior parte de sua fortuna.

  • Abdulsamad Rabiu: US$ 1,6 bilhão

    Nacionalidade: nigeriana

    Fonte da fortuna: açúcar e cimento

    Abdulsamad Rabiu é fundador do BUA Group, conglomerado nigeriano que atua nas indústrias de refino de açúcar, produção de cimento, imóveis, aço, concessões portuárias, manufatura, gás e transporte marítimo. A receita anual do BUA Group ultrapassa a faixa dos US$ 2 bilhões. Em sua carreira, Rabiu começou trabalhando para seu pai, o empresário de sucesso Isyaku Rabiu. Em 1988, ele passou a ter seus próprios negócios, importando arroz, açúcar e óleos comestíveis, além de barras de ferro e aço.

  • Folorunsho Alakija: US$ 1,1 bilhão

    Nacionalidade: nigeriana

    Fonte da fortuna: petróleo

    A primeira mulher bilionária da Nigéria é a fundadora da petroleira Famfa Oil. A companhia possui participação acionária substancial na OML 127, plataforma de exploração no campo petrolífero de Agbami, na Nigéria. Folorunsho começou trabalhando como secretária em um banco mercantil na década de 1970, mas deixou o emprego para estudar design de moda na Inglaterra. Após seu retorno, ela fundou uma marca de moda que atende a uma clientela sofisticada, incluindo Maryam Babangida, esposa do ex-presidente militar da Nigéria, Ibrahim Babangida.

  • Mohammed Ibrahim: US$ 1,1 bilhão

    Nacionalidade: britânica

    Fonte da fortuna: telecomunicações e investimentos

    Nascido no Sudão, Mohammed “Mo” Ibrahim fundou a Celtel International, em 1998, uma das primeiras empresas de telefonia móvel a atender a África e o Oriente Médio. Ele vendeu sua companhia para a empresa Mobile Telecommunications Company, do Kuwait, por US$ 3,4 bilhões, em 2005, recebendo o total de US$ 1,4 bilhão. Em 2006, fundou a organização Mo Ibrahim Foundation, que promove a boa governança na África.

Aliko Dangote: US$ 10,9 bilhões

Nacionalidade: nigeriana

Fonte da fortuna: açúcar, cimento e farinha

O magnata do setor de commodities mantém seu título como o homem negro mais rico do mundo. Depois de construir sua fortuna nas indústrias de açúcar, farinha e cimento, ele embarcou em seu projeto mais ambicioso até hoje: uma refinaria de petróleo privada na Nigéria, que terá capacidade de refino de 6,5 milhões de barris por dia e deverá reduzir a dependência do país de importações. Dangote começou nos negócios há mais de três décadas, com um empréstimo que recebeu de seu tio materno, e construiu o Dangote Group, maior conglomerado industrial da África Ocidental.

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