Aéreas podem economizar US$ 15 bi com um wi-fi melhor

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A indústria está começando a investir seriamente em tecnologia de conexão aérea para melhorar suas operações diárias

Fornecedores de conexão para aeronaves divulgaram recentemente novos estudos que afirmam que as companhias aéreas podem lucrar ao oferecer um serviço melhor de wi-fi para seus passageiros.

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As empresas Honeywell e Inmarsat liberaram relatórios sobre como a internet dos aviões pode ajudar a economizar bilhões das companhias aéreas todos os anos. A Honeywell prevê que as companhias estão prestes a fazer grandes investimentos, com benefícios que vão além do simples acesso à internet aos passageiros. Já a Inmarsat divulgou um estudo, conduzido pela London School of Economics (LSE), que analisa a economia de dinheiro a partir de frotas conectadas, melhorando a gestão, a operação e a manutenção de voos.

“A indústria está começando a investir seriamente em tecnologia de conexão aérea para melhorar suas operações diárias. O resultado é uma melhor performance dos funcionários, ao mesmo tempo em que as empresas entregam o tipo de serviço que os passageiros esperam, incluindo maior segurança e aterrissagens pontuais”, diz Kristin Slyker, vice-presidente da área na Honeywell Aerospace. “Com o enorme potencial para economizar em custos e melhorar as operações, as companhias aéreas estão focando em investimentos na manutenção preditiva. Nossa pesquisa revelou que quase 60% das empresas estão interessadas nessas tecnologias de manutenção para o próximo ano e, mais do que isso, pretendem continuar investindo nelas futuramente.”

O estudo “Sky High Economics”, da LSE, aponta que as aeronaves conectadas podem economizar US$ 15 bilhões por ano em custos operacionais.

Uma área significativa para redução de custos é a de relatórios internos, que podem dar suporte para a manutenção preditiva e reduzir a probabilidade de “aircraft on ground” (AOG) – situação em que o problema é tão sério que impede o avião de decolar. Esses episódios mantêm a aeronave no solo, aguardando por peças que só podem ser requisitadas quando os serviços de manutenção se tornam cientes do acontecimento. Estima-se que cada caso de AOG custe à companhia aérea cerca de US$ 150 mil por hora. Seria diferente se o piloto pudesse comunicar parte do diagnóstico durante o voo, alertando as gestões de frotas e equipes de manutenção dos reparos e recursos necessários enquanto ainda estiver voando.

Outras vantagens incluem previsões do tempo atualizadas em tempo real – o que ajuda os pilotos a definirem melhores rotas para evitar turbulência, assim como a otimização do rastreamento mais preciso da aeronave, tornando a administração do espaço aéreo mais eficiente. Tais aplicações de conexão serão críticas para os serviços de aviação a partir das próximas décadas à medida que o tamanho da frota global cresce para acomodar a crescente demanda de passageiros.

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O Dr. Alexander Grous, do Departamento de Mídia e Comunicações da LSE e autor do estudo, diz que a previsão de duplicação de aeronaves nos céus até 2035 criará desafios e oportunidades para a indústria mundial de aviação. “Aeronaves com IP são um passo essencial para facilitar a crescente demanda de viagens aéreas enquanto combina medidas de segurança indispensáveis. Os dados do estudo enfatizam não apenas as enormes eficiências comerciais para as operações das linhas aéreas, mas também as vantagens para segurança e impacto ambiental.”

Rotas de voo mais eficientes também vão ajudar a diminuir a emissão de gás carbônico, beneficiando o meio ambiente. A LSE prevê que voos com conexão podem reduzir 21,3 milhões de toneladas de emissões até 2035.

O foco em aplicações de operações também beneficiará os passageiros. Em 2016, a empresa internacional de consultoria em gestão Olyver Wyman estimou que os dados anuais gerados pelas frotas conectadas, até 2026, pode alcançar 98 bilhões de gigabytes. “A mais recente geração de aeronaves deve gerar, até lá, entre entre 5 e 8 terabytes por voo, 80 vezes mais do que os veículos atuais”, dizem os analistas da empresa.

Os requisitos do processamento de dados irão encorajar as companhias aéreas a investir em melhores conexões por satélite, incluindo acesso a modelos de alto rendimento, o que irá resultar em um serviço de wi-fI mais rápido e confiável para passageiros a bordo.

Em uma pesquisa conduzida pela Inmarsat no último ano, a LSE apontou que linhas aéreas podem ganhar até US$ 30 bilhões em receita por ano a partir das conexões oferecidas aos passageiros até 2035. Fontes de receita possíveis incluem cobrança do acesso à internet, publicidade direcionada, e-commerce e vendas de serviços no destino, assim como conteúdo premium e entretenimento por streaming. A LSE também avaliou o mercado de voos com conexão em US$ 130 bilhões até 2035.

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