Editoras de livros faturam US$ 26 bilhões nos Estados Unidos

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Os varejistas online, como tem sido previsto, estão à beira de superar seus rivais físicos em termos puramente financeiros

Segundo os números mais recentes da Association of American Publishers (AAP) sobre a receita líquida do mercado de publicação de livros dos EUA, o setor faturou US$ 26,23 bilhões, em 2,72 bilhões de unidades, em 2017. Embora impressionante, o valor representa um leve declínio em relação à receita líquida de 2016: US$ 26,27 bilhões.

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O relatório anual StatShot, da AAP, divulgado no último sábado (21), monitora cinco categorias em todos os formatos e categorias de distribuição – comércio, material do curso superior, material didático de pré-escola, livros profissionais e imprensa universitária – e combina dados de editores enviados com modelagem de mercado para fazer os cálculos. O relatório cobriu uma série de tendências interessantes, além dos números gerais de receita, que são os mais baixos para o setor desde 2014, que teve ganhos de US$ 27,96 bilhões.

Um dos fatos novos mais intrigantes do relatório, no entanto, está no final do comunicado de imprensa da AAP. “Pela primeira vez, as vendas de editores para os canais de varejo físico e online foram aproximadamente iguais em US$ 7,6 bilhões e US$ 7,5 bilhões, respectivamente, em 2017″.

Os varejistas online, como tem sido previsto, estão à beira de superar seus rivais físicos em termos puramente financeiros (para esclarecer, as receitas se referem ao que as editoras registram de vendas nos canais de varejo online e físico, não as vendas que esses canais fazem para o consumidor final). Os canais de vendas na internet rastreados pela AAP ainda registram que 43,2% de suas receitas vêm de formatos impressos. Outros 27% do faturamento são de venda de e-books, com outros 10,5% de download de áudio.

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Veja, abaixo, mais detalhes do relatório:

1. Os livros de capa física são os que mais fazem sucesso: mais de 1 bilhão de cópias foram vendidas, o que representa um terço (36,9%) das vendas unitárias em todas as categorias e mais do que em qualquer outro formato.

2. A categoria de maior crescimento é de livros de não-ficção para adultos: Com faturamento de US$ 6,18 bilhões em 2017, o segmento subiu 5,4% em relação a 2016. Desde 2013, a categoria cresceu 28,4%. A ficção para adultos, no entanto, viu a receita cair um pouco, cerca de 1,2% em relação ao ano anterior, e atingiu US$ 4,38 bilhões. Não é uma grande surpresa, já que a receita nesse segmento aumentou apenas uma vez (em 2015) nos últimos cinco anos.

3. O crescimento mais rápido se dá com os audiolivros: as receitas vindas de download de áudio em 2017 cresceram 28,8% em relação ao ano anterior. Essa é uma taxa de crescimento que envergonha todas as outras categorias. Nem mesmo os livros para adultos que não são de ficção não aumentaram as receitas nesse nível em cinco vezes o período de tempo considerado no relatório. No entanto, o crescimento é fácil para uma categoria que ainda é pequena, resta saber quanto o download de áudio crescerá em 2018. Até agora, os relatórios mostram que as receitas dos audiolivros digitais já tiveram aumento de 32,1% no primeiro trimestre de 2018.

4. Os livros de ficção para crianças e jovens adultos continuam em crescimento lento, mas estável: atualmente em US$ 3,67 bilhões, essa categoria cresceu 1,1% em 2017 e aumentou as receitas em 11,3% nos últimos cinco anos.

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