Negócio de bicicletas compartilhadas cresce no mundo

Negócio de bikes compartilhadas cresce no mundo - iStock
Frota mundial de bikes para uso público aumenta de 950 mil para 18,2 milhões entre 2014 e 2018

Alguns meses depois que o Uber adquiriu a Jump, seu maior concorrente, a Lyft, empresa de transporte compartilhado, revelou que está apostando também no compartilhamento de bicicletas. Na segunda-feira (2), a empresa anunciou a aquisição da Motivate, uma das principais do setor nos Estados Unidos.

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Segundo a Lyft, 80% de todas as viagens feitas em bicicletas compartilhadas no país foram feitas por sistemas operados pela Motivate, como o Citi Bike, em Nova York, e o programa GoBike, da Ford, em São Francisco. “A Lyft e a Motivate estão comprometidas há anos com o mesmo objetivo: reduzir a necessidade de ter carros particulares, oferecendo meios confiáveis ​​e acessíveis para se locomover em nossas cidades”, explicou John Zimmer, co-fundador e presidente da Lyft em um comunicado, acrescentando que o compartilhamento de bicicletas “é uma extensão natural da abordagem principal do Lyft para melhorar o acesso ao transporte por meio de ofertas como passeios compartilhados e a integração do transporte público em nosso aplicativo”.

Muitas metrópoles tentam amenizar os congestionamento e a poluição reduzindo o número de carros nas ruas do centro. A melhoria da infraestrutura para a circulação de bicicletas e o lançamento de novos programas de compartilhamento incentivam as pessoas, cada vez mais, a deixarem o carro em casa. Em maio de 2018, mais de 1.600 programas de compartilhamento de bicicletas estavam em operação em todo o mundo, fornecendo mais de 18 milhões de veículos de duas rodas do tipo para uso público.

No Brasil, os fundadores do 99 Taxi, Ariel Lambrecht e Renato Freitas, venderam a empresa, a principal concorrente do Uber Brasil, em 3 de janeiro deste ano, à chinesa Didi Chixing por quase US$ 260 milhões. Após a operação, eles então se uniram ao ex-presidente da Caloi, Eduardo Musa, e decidiram apostar em outro meio de transporte: as bicicletas. O empreendimento da vez é a Yellow, um aplicativo de compartilhamento de bikes que começará a funcionar ainda este mês em São Paulo.

Outra iniciativa local para locomoção sobre duas rodas é o Bike Itaú, criada pela instituição financeira e, atualmente, disponível em cinco capitais brasileiras. As bicicletas podem ser alugadas em planos diários até anuais e o valores variam entre R$5 e R$8,00 (diária) e R$160,00 (anual) – postos espalhados pelas cidades permitem a retirada e devolução do equipamento. Durante a Copa do Mundo, a ação foi incrementada e o uso das bikes passou a ser gratuito nos dias de jogos do Brasil.

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Um estudo feito pela Escola de Artes, Ciências e Humanidades (EACH-USP) junto ao Departamento de Geografia, Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo e à Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo, em colaboração com a Universidade de Melbourne, na Austrália, demonstrou que pessoas residentes em áreas próximas às ciclovias de São Paulo têm 154% de chance de usarem a bicicleta como meio de transporte. A pesquisa foi realizada com dados do Inquérito de Saúde de São Paulo (ISA) com o apoio da Secretaria Municipal de Saúde de São Paulo, em 2015, e publicada na revista “International Journal of Environment Research and Public Health”.

Veja, na galeria de fotos abaixo, o crescimento do número de empreendimentos focados em compartilhamento de bicicletas no mundo nos últimos 13 anos, de acordo com dados compilados pela Statista:

  • 1. 2005: 17 iniciativas

  • 2. 2006: 24 iniciativas

  • 3. 2007: 68 iniciativas

  • 4. 2008: 131 iniciativas

  • 5. 2009: 220 iniciativas

  • 6. 2010: 347 iniciativas

  • 7. 2011: 457 iniciativas

  • 8. 2012: 549 iniciativas

  • 9. 2013: 703 iniciativas

  • 10. 2014: 855 iniciativas

  • 11. 2015: 1.005 iniciativas

  • 12. 2016: 1.188 iniciativas

  • 13. 2017: 1.400 iniciativas

  • 14. 2018: 1.608 até o mês de maio

1. 2005: 17 iniciativas

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