Realidade aumentada deve revolucionar vendas pelo Facebook

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O Facebook tem avançado para facilitar as compras, com recursos como botões de “chamada para ação” e anúncios dinâmicos que aparecem nos feeds de notícias, de forma personalizada

“O Facebook agora faz a ponte entre o que os compradores podem fazer em casa e em uma loja”, como experimentar óculos de sol Michael Kors virtualmente ou um sofá Wayfair em sua sala-de-estar, com o lançamento de anúncios em realidade aumentada que espera redefinir as compras para a temporada de festas de fim de ano”, disse Ty Ahmad-Taylor, vice-presidente de marketing de produtos, em evento da rede social em Nova York neste mês.

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O Facebook tem trabalhado para mudar a forma de fazer comércio em sua plataforma há anos. Em 2011, chegou ao ponto de criar verdadeiras vitrines online com varejistas como a Express, que disponibilizou todo o estoque de suas 600 lojas para a compra na rede social. Ahmad-Taylor afirmou na época que fazer compras e pagar por mercadorias diretamente na plataforma atrairia consumidores que não desejavam sair da rede social. Mas a teoria não se concretizou.

Hoje, em 2018, as plataformas móveis continuam a dominar a experiência de compra, e o consumo de vídeos sobe rapidamente, por exemplo, graças ao Stories, do Instagram, do qual o Facebook é dono, que se mostra uma ferramenta seminal de envolvimento do consumidor e um ótimo canal de vendas, disse Ahmad-Taylor.

O Facebook também tem testado os anúncios de realidade aumentada, que aparecem em seu feed de notícias, com varejistas como Wayfair, Pottery Barn, Michael Kors, Sephora e Bobbie Brown. A ideia é diminuir o número de etapas entre a descoberta de um produto e a compra.

O Facebook tem avançado para facilitar as compras, com recursos como botões de “chamada para ação” (“botões de compra”, em uma versão anterior) e anúncios dinâmicos que aparecem nos feeds de notícias, de forma personalizada. A rede social afirma que fornece mais de 1,7 bilhão de impressões de anúncios diariamente.

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Segundo o Facebook, mais de 50% dos gastos com anúncios de aplicativos na plataforma, inclusive por varejistas, refletem o uso de vídeos. “Isso é notável, porque os anunciantes de aplicativos estão entre os mais diligentes no rastreamento do retorno sobre o investimento”, disse um porta-voz de comunicações corporativas da empresa.

O Facebook tem tentado capitalizar o crescente apetite dos consumidores por vídeos com anúncios que são gerados a partir da câmera do smartphone dos compradores, de forma a oferecer uma versão com realidade aumentada do objeto anunciado, como maquiagem ou óculos de sol.

O recurso é um mecanismo de personalização, o santo graal do varejo atualmente, já que os consumidores esperam cada vez mais experiências de compra feitas para eles, especialmente em um dispositivo móvel. Os smartphones refletem o mundo digital customizado dos consumidores, desde os aplicativos até as configurações da tela inicial. Por isso, há a expectativa de que o conteúdo que eles veem dos anúncios em dispositivos móveis seja personalizado.

O Facebook teoriza que os anúncios de realidade aumentada vão aumentar as compras digitais ao ajudar os consumidores a experienciar como um produto funciona em suas vidas, além de servir como uma ferramenta realmente valiosa para muitos parceiros varejistas que procuram maneiras de criar mais experiências de imersão para os consumidores.

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Como redefinir a venda de móveis via realidade aumentada

Enquanto a capacidade de experimentar 20 pares de óculos de sol a partir de uma tela de smartphone adiciona um elemento bacana de conveniência, a realidade aumentada vai mais longe com bens domésticos maiores, ao abordar um problema endêmico para comprar móveis, por exemplo: você pode experimentar, fisicamente, 20 óculos de sol, mas não pode logisticamente testar 20 sofás para saber como vão ficar e se vão caber em sua sala-de-estar.

De fato, enquanto 44% dos consumidores gostariam de usar realidade aumentada para experimentar roupas, 58% anseiam pelo uso para ver como algo fica em sua casa antes de comprar. É por isso que varejistas como IKEA, Williams-Sonoma, Macy’s e Wayfair, o maior online no segmento de móveis dos EUA, têm investido muito no recurso.

A Wayfair já está encaminhada no que diz respeito à realidade aumentada. A empresa trabalha para colocar todas as suas 10 milhões de imagens de produtos em realidade 3D, por meio de plataformas como seu aplicativo móvel View in Room 3D, que permite que os clientes vejam móveis virtuais e a decoração de casa em suas próprias moradias, em escala precisa e com uma boa variedade de ângulos.

Agora, esses anúncios em realidade aumentada no Facebook “permitirão um destaque maior no feed de notícias e estabelecerão conexões significativas com os clientes à medida que eles descobrirem e interagirem com seus produtos favoritos e se envolverem com a marca de uma maneira nova e atraente”, diz Jess Jacobs, diretora de marketing da Wayfair.

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