5 ações para ajudar a construir a igualdade de gênero

5 ações para ajudar a construir a igualdade de gênero - iStock
Vinte e seis de agosto, Dia da Igualdade da Mulher nos Estados Unidos, marca o momento em que as mulheres passaram a ter direito de voto.

Vinte e seis de agosto é o Dia da Igualdade da Mulher nos Estados Unidos – data em que as norte-americanas passaram a ter o direito de voto. Ao olhar para os 98 anos que se passaram desde então, pode parecer que o sexo feminino está perdendo terreno em muitas frentes: direito de reprodução, avanço no local de trabalho e participação e representatividade ativa na política.

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Porém, é igualmente importante considerar que, ao mesmo tempo, vitórias foram conquistadas. Pesquisas mostram que as empresas que apostam na diversidade são mais lucrativas do que as companhias sem representatividade de gênero. Este ano, um número recorde de mulheres passou a concorrer para altos cargos nos Estados Unidos – e a maioria dos cidadãos do país está feliz com isso. Apesar de a quantidade de CEOs do sexo feminino estar caindo, a Bolsa de Nova York e a General Motors contam com mulheres à frente de suas operações, e a Land O´Lakes tem sua primeira CEO lésbica.

É difícil, no entanto, ter uma noção clara de onde os Estados Unidos estão em termos de avançar ou se afastar de um futuro mais igualitário. A maioria dos relatos da mídia sugere que, apesar de muito trabalho, o país retrocedeu quanto à igualdade de gênero.

Embora possa parecer que há um desvio nesse caminho, é importante lembrar que existiram ganhos significativos para as mulheres. Poder acreditar no sucesso que ainda está por vir pode ter um efeito muito positivo no futuro e, mesmo atos individuais humildes podem fazer a diferença – porque, cumulativamente, deslocam o equilíbrio de poder para um lugar mais igual. O progresso em escala social requer uma perspectiva que se estende por décadas, não dias ou mesmo trimestres.

Veja, na galeria de imagens abaixo, cinco ações que podem ser tomadas para continuar a construir a igualdade de gênero em prol do bem pessoal e comum:

  • 1. Defina-se primeiro

    Embora a definição de si mesmo possa parecer uma ação óbvia, considere o exemplo de uma mulher que lecionava em uma conferência de ciências para mulheres. No início da palestra, foi pedido aos participantes que compartilhassem um adjetivo que os descrevesse, usando a primeira letra do primeiro nome. A surpresa foi que mais da metade da sala cheia de mulheres cientistas começaram sua resposta dizendo: “Bem, outras pessoas me descreveriam como …”.

    Ao permitir que outras pessoas definam você abre um caminho de concessões, uma vez que você dá a elas o controle sobre a sua definição de si mesma. Uma regra crucial para negociar ou debater com sucesso é: quem estabelece os termos ganha. Sua própria autodefinição é um espaço vital sobre o qual é preciso ter controle direto, portanto proteja-o. Você é a única que pode definir você mesma.

    Existem vários exercícios para autodefinição. Pode ser o simples ato de escrever suas características favoritas e habilidades. Ou responder à pergunta: “Qual é o seu propósito?”. Você também define a si mesma toda vez que refina seu currículo ou seus perfis nas mídias sociais. A chave aqui é permitir que seus sonhos e objetivos sejam o principal autor, e não qualquer outra pessoa. Mas não somente o ato de dizer quem você é pode ser validado. Estudos acadêmicos sugerem que a ativação de auto-imagens positivas pode ajudar mulheres e pessoas de diferentes etnias a diminuir a probabilidade de se conformar com estereótipos negativos.

  • 2. Invista no seu sucesso profissional

    Outra maneira de continuar a construir a equidade de gênero é investir ativamente em seu desenvolvimento profissional, aprendendo novas habilidades ou ajudando outra mulher a investir em si mesma. Vivemos em uma era de hiper personalização, o que significa que você tem acesso a mais ferramentas do que nunca. Esse acesso é crucial para se manter relevante em uma economia baseada no conhecimento. Para citar um estudo recente feito pelo LinkedIn, os robôs não têm habilidades sociais, portanto, o desenvolvimento de características de liderança e gerenciamento pode ser uma ação à prova do futuro para apoiar o avanço da sua carreira.

    Mais importante ainda: fale abertamente com seus amigos e colegas de trabalho sobre o desenvolvimento profissional que você está buscando. Discuta quais aulas ou leituras estão ajudando-a a desenvolver habilidades de liderança e quais podem ser menos eficazes. Pode ser algo tão simples quanto falar sobre os podcasts ou vídeos que você assiste para abordar assuntos sobre a efetividade dos coachings de carreira. Ao tornar as suas melhorias visíveis, você incentiva os outros a fazerem o mesmo e ajuda a educar todos sobre opções que eles podem não saber que estão disponíveis.

  • 3. Concentre-se em como você pode preencher a lacuna da liderança

    Quando você olha para os dados na última década, a diferença salarial por trabalho em algumas indústrias está se aproximando de uma proporção de 1:1. Isso significa que mulheres e homens, em uma mesma posição profissional, estão ganhando cada vez mais a mesma quantia de dinheiro.

    O raciocínio mais recente sobre o motivo pelo qual a disparidade salarial entre homens e mulheres continua a persistir é, provavelmente, resultado de uma lacuna na liderança, onde o sexo feminino não avança para cargos executivos e de nível superior na mesma proporção que os homens. Esses papéis mais altos e de tradição pagam mais.

    Uma análise do PayScale mostra como os homens podem ter probabilidade até 141% maior de se tornarem executivos depois de mais de 15 anos em uma companhia, quando comparados com suas contrapartes femininas. Essa falta de acesso a cargos mais altos é a próxima fronteira a considerar, não apenas a luta pela igualdade na remuneração.

    Embora as mulheres devam continuar a negociar de forma ambiciosa e confiante para si próprias, o próximo passo para avançar rumo à igualdade total é angariar posições de projeto ou de gestão para aumentar o número de líderes seniores dentro das organizações. Também é importante considerar a possibilidade de encontrar formas de participar dos conselhos corporativos.

  • 4. Tenha aliados do sexo masculino para construir soluções com você

    Esta pode ser uma ação desafiadora, mas necessária. Considere seus amigos e colegas de trabalho homens. Com qual deles você poderia começar uma conversa sobre uma possível aliança para ajudá-la a construir soluções que apóiem ​​a equidade de gênero? Isso inclui posturas simples, como afastar alguém que interrompa uma mulher durante uma reunião.

    Existem histórias de atitudes triviais, mas poderosas, sobre alianças masculinas. Um exemplo: um colega de trabalho, ao notar que outro interrompia uma profissional a todo o tempo durante reuniões periódicas da empresa, passou a interromper o interruptor e fazer contatos visuais fortes quando a fala da mulher era cortada, com a finalidade de apoiá-la na conclusão de seu raciocínio. Esta foi uma ação simples, mas que fez o interruptor parar de agir dessa maneira em reuniões de equipe.

    Além desse tipo de atitude, os aliados masculinos podem ser encorajados a levar as mulheres para reuniões com grandes clientes ou sugerir nomes femininos para liderar projetos ou equipes. Eles também podem ser fundamentais para ajudar a construir apoio para iniciativas maiores, como angariar recursos para financiar um grupo de mulheres na empresa. A principal ação a ser considerada é: quem você vai escolher como aliado?

  • 5. Adote uma mentalidade de crescimento para acabar com a desigualdade

    É fundamental gerenciar expectativas apropriadas em torno de como mudar a sociedade. Mudanças sociais são experiências coletivas que resultam da soma de muitas ações, feitas por milhões de pessoas ao longo de décadas. Não haverá um único indivíduo ou solução capaz de eliminar a desigualdade. De fato, é preciso experimentar o que é possível, inclusive estar aberto a diferentes saídas.

    Ao aceitar a ideia de que nada pode mudar, adota-se o que a especialista em motivação de Stanford, Dra. Carol Dweck, chama de mentalidade fixa. O estudo da especialista mostra que pessoas com mentalidades fixas tendem a pensar no mundo em termos inflexíveis e a não abraçar o potencial de mudança.

    Por outro lado, os solucionadores de problemas com mentalidade de crescimento adotam a abordagem oposta. As pessoas com essa abertura permitem o que Carol chama de o “poder do ainda não”, enquanto abraçam os desafios. Ou seja, eles entendem que ainda não chegaram lá, mas que estão em uma curva de aprendizagem.

    Parafraseando uma citação de sua palestra no TED de 2014, as pessoas com uma mentalidade de crescimento acreditam que suas habilidades podem ser desenvolvidas, apesar do fracasso inicial. “Eles se envolvem profundamente e processam erros, aprendem com isso e os corrigem”, diz Carol. Ao pensar sobre o trabalho de criar igualdade de gênero, um pensamento de evolução pode ajudar a sustentar o hábito de perguntar “por quê” enquanto considera os próximos movimentos potenciais, em vez de simplesmente aceitar o que parece ser.

1. Defina-se primeiro

Embora a definição de si mesmo possa parecer uma ação óbvia, considere o exemplo de uma mulher que lecionava em uma conferência de ciências para mulheres. No início da palestra, foi pedido aos participantes que compartilhassem um adjetivo que os descrevesse, usando a primeira letra do primeiro nome. A surpresa foi que mais da metade da sala cheia de mulheres cientistas começaram sua resposta dizendo: “Bem, outras pessoas me descreveriam como …”.

Ao permitir que outras pessoas definam você abre um caminho de concessões, uma vez que você dá a elas o controle sobre a sua definição de si mesma. Uma regra crucial para negociar ou debater com sucesso é: quem estabelece os termos ganha. Sua própria autodefinição é um espaço vital sobre o qual é preciso ter controle direto, portanto proteja-o. Você é a única que pode definir você mesma.

Existem vários exercícios para autodefinição. Pode ser o simples ato de escrever suas características favoritas e habilidades. Ou responder à pergunta: “Qual é o seu propósito?”. Você também define a si mesma toda vez que refina seu currículo ou seus perfis nas mídias sociais. A chave aqui é permitir que seus sonhos e objetivos sejam o principal autor, e não qualquer outra pessoa. Mas não somente o ato de dizer quem você é pode ser validado. Estudos acadêmicos sugerem que a ativação de auto-imagens positivas pode ajudar mulheres e pessoas de diferentes etnias a diminuir a probabilidade de se conformar com estereótipos negativos.

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