Startup de cofundador do Facebook chega a US$ 1,5 bi

Getty Images
Os US$ 125 milhões arrecadados em 2018 mais do que dobram o total de aportes que a Asana, empresa cofundada por um dos criadores do Facebook, Dustin Moskovitz, recebeu desde sua fundação em 2008 para US$ 213 milhões

O mercado está lotado de negócios que pretendem resolver problemas no local de trabalho dos funcionários, mas os investidores estão apostando na startup focada em produtividade Asana para superar a concorrência.

LEIA MAIS: 10 principais filantropos dos Estados Unidos

Ontem (29), a empresa anunciou que levantou US$ 50 milhões em financiamento da Generation Investment Management, pertencente ao ex-vice-presidente dos Estados Unidos Al Gore. O movimento elevou a avaliação da Asana para US$ 1,5 bilhão. Essa é a segunda rodada de financiamento e o salto no valor da empresa, desde janeiro, é de US$ 600 milhões, mês em que a Generation também liderou uma rodada de US$ 75 milhões na empresa cofundada por um dos criadores do Facebook, Dustin Moskovitz, e pelo funcionário da rede social, Justin Rosenstein. Os US$ 125 milhões arrecadados em 2018 mais do que dobram o total de aportes que a Asana recebeu desde sua fundação em 2008 para US$ 213 milhões.

As rodadas consecutivas de financiamento não são porque a empresa está desesperada por dinheiro. Em vez disso, Chris Farinacci, diretor de operações, diz que o negócio está aumentando mais rápido do que nunca, após sete trimestres consecutivos de crescimento acelerado. “Estamos crescendo mais rápido do que pensávamos e precisamos de ajuda nesses mercados internacionais”, disse o executivo à FORBES.

A empresa recentemente ultrapassou 50 mil clientes pagantes e atraiu nomes como Uber, Fujitsu e Vodafone para sua crescente carteira. Mais de 1 milhão de organizações também usam a versão gratuita de seu sistema.

A Asana é uma das muitas empresas de software que abordam como gerenciar projetos e equipes em um local de trabalho. Em um extremo do espectro, estão empresas como o Google e o Dropbox, que hospedam documentos para colaboração. Outras, como a Slack, estão lidando com alternativas de comunicação e e-mail. A Asana – que ocupa o 63º lugar na lista FORBES Cloud 100 – quer atuar no meio, unindo as equipes para ajudá-las a visualizar projetos e metas. Farinacci fala em “grupo GAS”, dizendo que os clientes normalmente usam “Google, Asana e Slack” juntos.

A solução funciona como um centro de definição de metas e gerenciamento de projetos de uma empresa. As equipes podem criar tarefas, definir datas de vencimento, adicionar comentários e observar o status de um projeto enquanto os funcionários da empresa trabalham em direção a uma meta. O objetivo é aumentar a produtividade e a colaboração, uma área em crescimento, à medida que cada vez mais companhias contratam funcionários remotos ou terceirizados.

VEJA TAMBÉM: 12 bilionários mais jovens dos Estados Unidos

“As pessoas estão gastando mais tempo trabalhando em propostas para o trabalho do que no trabalho propriamente dito”, diz Farinacci.

Em outubro, a Asana lançou um novo conjunto de ferramentas destinadas a atrair grandes empresas. A base de clientes começou com quase todas as outras startups do Vale do Silício, mas a maioria da cliente da empresas não é mais da área de tecnologia, segundo Farinacci. Para atrair empresas maiores em mais setores, ela está investindo pesado no atendimento a usuários avançados, incluindo novas páginas de portfólio, nas quais os gerentes podem acompanhar o status de vários projetos entre equipes em um painel.

É um mercado competitivo – e que deslanchou nos últimos três anos. Concorrentes, como a Atlassian, que tem foco em desenvolvedores, valor de mercado de US$ 19 bilhões e que comprou a Trello em 2017, e a SmartSheet, avaliada em US$ 2,6 bilhões, tornaram-se conhecidas graças às suas versões do software de gerenciamento de tarefas. Outras startups, como a Airtable, estão em busca de uma participação no mercado.

Farinacci continua otimista em relação à capacidade de inovação da Asana, com base, em parte, em seu grande avanço nos mercados internacionais. Até dois anos atrás, a receita obtida com outros países cresceu organicamente até atingir 40% do total da empresa. Após o lançamento das operações na Europa, a receita internacional subiu para 50%.

E AINDA: Conheça os bilionários que fazem parte do Giving Pledge

Com o novo financiamento, a Asana não está apenas investindo mais pesado na Europa com a inauguração de um centro de processamento de dados em Frankfurt, na Alemanha, mas também avançando para a Ásia-Pacífico. Na próxima semana, a empresa lançará seu primeiro escritório na Austrália e planeja contratar sua própria equipe local para Tóquio em 2019.

Por mais que a expansão esteja em andamento, um IPO para a empresa ainda não está nos planos. A startup se recusou a divulgar números de receita e continua não dando lucro. Por enquanto, Farinacci diz que a Asana continua focada na continuidade de sua tendência de crescimento e na busca pela construção de um ambiente de trabalho mais produtivo. “Esse problema está se tornando um imperativo comercial”, disse ele.

Copyright Forbes Brasil. Todos os direitos reservados. É proibida a reprodução, total ou parcial, do conteúdo desta página em qualquer meio de comunicação, impresso ou digital, sem prévia autorização, por escrito, da Forbes Brasil (copyright@forbes.com.br).