4 lições do Queen para o universo do blockchain

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O Queen se formou em 1970 em Londres, mas não aconteceu até 1974, quando começou a compor de maneira diferente, própria

Lançado em outubro em boa parte do mundo, e em novembro no Brasil, o filme “Bohemian Rhapsody” segue superando as expectativas de bilheteria. A cinebiografia de Freddie Mercury, que custou US$ 52 milhões, arrecadou US$ 50 milhões no primeiro fim de semana e já passou de US$ 152 milhões nos Estados Unidos e US$ 320 milhões planeta afora. Apesar das críticas nem sempre positivas, já é a cinebiografia de maior bilheteria de todos os tempos e não deve perder a marca tão cedo.

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Se você já dançou ao som de “Bohemian Rhapsody”, este é um filme que merece ser visto, tanto pela alegria e pela euforia da música como pela atuação excepcional de Rami Malek, na pele do fabuloso vocalista do Queen. Ele deve colher facilmente uma indicação ao Oscar pela performance.

Também vale assistir ao longa pelas lições que podem ser aprendidas com Queen e Freddie. Sobretudo, se você está no campo emergente e empolgante do blockchain e das criptomoedas. Veja, na galeria de fotos abaixo, 4 lições do Queen para os seus negócios:

  • 1. Seja diferente

    O Queen se formou em 1970 em Londres, mas não aconteceu até 1974, quando começou a compor de maneira diferente, própria. A banda fez isso primeiro com a canção “Killer Queen”, de harmonias elaboradas. E, mais tarde, com “Bohemian Rhapsody”, que combinou opera e hard rock, uma mistura inédita e maravilhosa.

    No mundo do blockchain e das criptomoedas, dado que há tantas coisas que parecem iguais, ser alternativo pode ser decisivo. A maioria de nós já leu ou ouviu falar dos milhares de startups em criptografia, mas apenas algumas são de fato criativas. A maioria recorre a estratégias declaradas e histórias repetitivas de como podem ser a próxima sensação do mercado.

    No caso do blockchain, o principal conceito é substituir a contabilidade existente por ele. Você escolhe a aplicação específica do setor: finanças, imóveis, metais preciosos, diamantes ou pedras preciosas. O blockchain certamente pode — e deve — ser usado nessas áreas. Para os empreendedores, ser único pode ser um diferencial.

    O mesmo se aplica às criptomoedas e até ao câmbio. A maioria das empresas fala em reunir liquidez de vários câmbios criptográficos, criando, assim, o melhor preço com mercados mais profundos, o que resultaria em menor volatilidade. Mas a realidade é que não há liquidez suficiente para todas fazerem o que prometem.

    Então, como Freddie e Queen — e sobretudo a música “Bohemian Rhapsody” –, pense de maneira diferente. Seja distinto.

  • 2. Seja persistente

    O filme mostra como a banda ouviu de diversas gravadoras que músicas de mais de três minutos não teriam lugar no rádio. “Bohemian Rhapsody” dura quase seis minutos (5:55). A banda estava comprometida com a canção e descobriu por conta própria uma estratégia de divulgação: fez cópias da composição para estações de rádio receptivas. Uma vez que a canção foi tocada, os fãs queriam mais. O Queen havia criado demanda por um produto que ainda não existia para compra.

    O mesmo pode valer para aplicações de blockchain e criptomoedas. Isso requer mais que adicionar a palavra “blockchain” a um projeto — exige persistência e perseverança.

  • 3. Invista esforço — e dinheiro

    Dizem que “Bohemian Rhapsody” foi o single mais caro já produzido, à época. No final, valeu a pena. A canção ficou no topo das paradas do Reino Unido por nove semanas e vendeu mais de 1 milhão de cópias no primeiro ano. Em 1991, com a morte de Freddie, o single foi relançado e novamente liderou as paradas por cinco semanas. A música também foi um estouro em outros países, como os EUA, onde alcançou o 9º lugar nas paradas. No ano seguinte, chegou à 2ª posição com o lançamento do filme “Quanto Mais Idiota Melhor”.

    No campo do blockchain e criptomoedas, os empreendedores e investidores parecem ter visões grandiosas. Mas ficam paralisados ​​ou retidos por uma série de motivos. O dinheiro tende a ser o principal culpado. Também a questão regulatória. Muitos projetos são lançados com o objetivo de se tornar compatíveis. Os EUA são padrão para regulamentação e ter a aprovação dos reguladores diferencia o projeto. O que muitos não conseguem perceber de antemão, no entanto, é o quanto vão ter de investir em tempo e recursos até se tornar compatíveis.

    A longo prazo, para o futuro de blockchain e criptomoedas, essa aprovação regulamentar será exigida. Talvez os fundadores e patrocinadores individuais decidam esperar que os outros façam o trabalho duro — e caro — antes. Eles fazem isso, contudo, por sua própria conta e risco, já que, muitas vezes, os primeiros a entrar no espaço se tornam as estrelas do mercado — pense no bitcoin!

  • 4. Dê um passo a mais

    Como parte da promoção da música “Bohemian Rhapsody”, o Queen produziu um vídeo promocional completo. Isso se deu anos antes da televisão e da MTV. Anos antes da era dos videoclipes — que se tornaram obrigatórios por um longo tempo.

    Blockchain e criptomoedas também podem ser melhores. Hoje, o padrão está longe da perfeição. Invente um conceito. Produza um white paper e crie um site. Tente levantar dinheiro e veja se funciona. O mais incrível é: essa abordagem funcionou bem por um tempo. Todas as ofertas iniciais de moeda (OIC) dos últimos dois anos são prova disso. Contudo, hoje em dia, os investidores são mais exigentes – como deveriam ser. Os empreendedores de blockchain e criptomoedas que fazem mais — valor agregado ao seu esforço — serão os que fazem grandes movimentos no futuro.

1. Seja diferente

O Queen se formou em 1970 em Londres, mas não aconteceu até 1974, quando começou a compor de maneira diferente, própria. A banda fez isso primeiro com a canção “Killer Queen”, de harmonias elaboradas. E, mais tarde, com “Bohemian Rhapsody”, que combinou opera e hard rock, uma mistura inédita e maravilhosa.

No mundo do blockchain e das criptomoedas, dado que há tantas coisas que parecem iguais, ser alternativo pode ser decisivo. A maioria de nós já leu ou ouviu falar dos milhares de startups em criptografia, mas apenas algumas são de fato criativas. A maioria recorre a estratégias declaradas e histórias repetitivas de como podem ser a próxima sensação do mercado.

No caso do blockchain, o principal conceito é substituir a contabilidade existente por ele. Você escolhe a aplicação específica do setor: finanças, imóveis, metais preciosos, diamantes ou pedras preciosas. O blockchain certamente pode — e deve — ser usado nessas áreas. Para os empreendedores, ser único pode ser um diferencial.

O mesmo se aplica às criptomoedas e até ao câmbio. A maioria das empresas fala em reunir liquidez de vários câmbios criptográficos, criando, assim, o melhor preço com mercados mais profundos, o que resultaria em menor volatilidade. Mas a realidade é que não há liquidez suficiente para todas fazerem o que prometem.

Então, como Freddie e Queen — e sobretudo a música “Bohemian Rhapsody” –, pense de maneira diferente. Seja distinto.

 

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