5 milionários revelam seus melhores investimentos

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Quando o mercado fica fraco, os investidores inteligentes procuram empresas fortes para enfrentar a tempestade

Resumo:

  • Uma boa estratégia para investir em imóveis é comprá-los em momentos de recessão e revendê-los após a recuperação econômica;
  • Os dados, de extremo valor para as empresas, podem ser considerados o novo petróleo, com o diferencial de que são fontes inesgotáveis;
  • Em momentos delicados do mercado, investir em empresas fortes com ações em baixa pode ser uma forma mais segura de aposta.

Retrospectivas são especialmente válidas quando o assunto é investimento. Principalmente quando vindas de experientes investidores.

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Veja, na galeria de imagens a seguir, lições que 5 milionários aprenderam na prática:

  • 1. “Comprei o mesmo prédio de escritórios duas vezes”

    “Em 2005, comprei um prédio de escritórios de 12 andares em Houston, Texas, por US$ 12,7 milhões com 25% de desconto. Gastei US$ 400 mil reformando o lobby e reconstruindo o exterior. Eu consegui vendê-lo por US$ 18 milhões em pouco menos de dois anos – antes do crash do mercado em 2008. Três anos mais tarde, eu readquiri a mesma propriedade por US$ 11 milhões, durante um momento ruim do mercado. Quando a economia se recuperou da recessão, em 2014, eu a vendi novamente por US$ 18 milhões.

    Entre 2004 e 2015, comprei e vendi cinco edifícios semelhantes, duas vezes com a mesma estratégia. Moral da história: o tempo é tudo. Espere por uma recessão e compre um imóvel desvalorizado com muitas vantagens. Então, ganhe dinheiro com a venda quando a economia se recuperar. No momento, estou aguardando a próxima queda no setor imobiliário comercial.”

    Manny Khoshbin, presidente da The Khoshbin Company e autor de “Contrarian PlayBook”. Ele chegou à América aos 14 anos fugindo da perseguição no Irã e hoje tem um patrimônio líquido de nove dígitos

  • 2. “Percebi que dados são o novo petróleo”

    “Em 2013, um amigo me ligou com uma pergunta aparentemente simples: ‘O que você sabe sobre dados comportamentais?’. Essa pergunta me levou ao meu melhor investimento até hoje. A pesquisa me revelou que os dados são o novo petróleo. A diferença? Em vez de ficarem escassos, eles são produzidos mais e mais todos os dias. E as empresas precisam dessas informações para atender melhor seus clientes e permanecerem competitivas.

    Sabendo disso, eu apostei tudo na criação de um dos maiores e mais robustos gráficos de identidade baseados em pessoas disponíveis no mercado, um recurso que ajuda a conectar consumidores e seus dispositivos em todos os canais para que as empresas possam oferecer uma experiência de compra mais personalizada. Esse conjunto de dados agora alimenta algumas das maiores organizações e agências de publicidade do país, gerando bilhões de dólares. Embora arriscado, esse único investimento resultou em retornos de mais de oito dígitos anualmente.”

    Matt Mead, fundador e CEO do Mead Technology Group, EpekData e BrandLync

  • 3. “Investi em ações blue-chip durante o crash do mercado”

    “Enquanto muitos investidores entraram em pânico e retiraram seus investimentos durante o crash da bolsa, em março de 2008, enxerguei uma oportunidade. Comprei uma posição significativa na Fortune 100 – grandes empresas com histórico de sucesso e avaliações atraentes – e em ações blue chip. Investi cerca de US$ 1 milhão em papéis de organizações como a FedEx, que estavam sendo negociadas por cerca de US$ 38 na época – bem abaixo do patamar onde estavam antes do crash e de onde estão hoje, em US$ 181 por ação.

    Quando o mercado fica fraco, os investidores inteligentes procuram empresas fortes para enfrentar a tempestade. Essa filosofia de longo prazo sempre valeu a pena para mim. As ações blue chips geralmente têm ganhos estáveis. Durante uma crise econômica, muitos como eu recorrem a elas por segurança. Porém, hoje, algumas das mais reconhecidas companhias blue chip com nomes tradicionais não são bons investimentos. Algumas foram super inflacionadas, estão sobrecarregadas e podem estar à beira da falência, tornando suas ações melhores para vender do que para comprar.

    Para maximizar ganhos potenciais, confie em seus instintos, saiba o que pode ou não fazer com seu portfólio e nunca arrisque todas as suas cartas. Não siga os movimentos da multidão. Às vezes, ser contra o óbvio proporciona os maiores retornos.”

    Gail Corder Fischer, vice-presidente executivo da Fischer & Company, empresa imobiliária líder global que fornece soluções de consultoria, corretagem e tecnologia

  • 4. “Aproveitei empréstimos e moradia estudantil”

    “O melhor investimento que já fiz foi comprar minha primeira casa quando estava na faculdade. Consegui quitá-la em menos de uma década. Eu sabia, desde os 13 anos, que queria me envolver com investimentos imobiliários. Assim que fiz 18, comecei a trabalhar em dois empregos como personal trainer e a fazer eventos de boates. Levei cinco anos para economizar o valor que eu precisava.

    Consegui economizar US$ 50 mil no segundo ano de faculdade. Eu morava na casa que tinha comprado, mas também a dividia com minhas três melhores amigas. Uma vez que vi o retorno do investimento, contratei um empréstimo estudantil sem juros destinado a despesas para que eu pudesse comprar outra casa. Em um ano, esses US$ 20 mil foram quitados. Eu reinvesti os lucros em mais casas na região.

    Embora tenha deixado a Inglaterra e me mudado para os EUA, continuo a alugar essas casas para os alunos de lá. Elas fornecem um rendimento de 10% a 25% ao ano com um mínimo de trabalho. Eu já recuperei meus investimentos iniciais e quase arrecadei o suficiente para pagar as casas por completo.”

    Rudy Mawer, fundador e CEO da ROI Machines e RudyMawer.com e especiaista em marketing no Facebook e publicidade, que construiu um negócio multimilionário aos 26 anos

  • 5. “Adquiri outro negócio e encontrei meu chamado”

    “Fiz meu melhor investimento quando tinha uma empresa de telecomunicações no final dos anos 1990. Adquiri uma concorrente e cresci um ano de vendas em uma tarde. O acordo em si não tinha nada de especial – era uma varejista de celulares com 13 anos de mercado. Mas o valor foi imenso e moldou toda a minha carreira.

    Eu achava que a única maneira de fazer os negócios prosperarem era investir sangue, suor e anos. Este acordo quebrou esse paradigma. Eu percebi que você não tem que correr a maratona para ganhar a corrida. Você pode apenas executar os últimos 10 metros e ainda conseguir a medalha. Eu fiz mais de 100 fusões e aquisições.”

    Jeremy Harbour, investidor e especialista em fusões e aquisições e fundador e CEO do Unity Group e Harbour Club. Também é autor de “Go Do!” e “Agglomerate”

1. “Comprei o mesmo prédio de escritórios duas vezes”

“Em 2005, comprei um prédio de escritórios de 12 andares em Houston, Texas, por US$ 12,7 milhões com 25% de desconto. Gastei US$ 400 mil reformando o lobby e reconstruindo o exterior. Eu consegui vendê-lo por US$ 18 milhões em pouco menos de dois anos – antes do crash do mercado em 2008. Três anos mais tarde, eu readquiri a mesma propriedade por US$ 11 milhões, durante um momento ruim do mercado. Quando a economia se recuperou da recessão, em 2014, eu a vendi novamente por US$ 18 milhões.

Entre 2004 e 2015, comprei e vendi cinco edifícios semelhantes, duas vezes com a mesma estratégia. Moral da história: o tempo é tudo. Espere por uma recessão e compre um imóvel desvalorizado com muitas vantagens. Então, ganhe dinheiro com a venda quando a economia se recuperar. No momento, estou aguardando a próxima queda no setor imobiliário comercial.”

Manny Khoshbin, presidente da The Khoshbin Company e autor de “Contrarian PlayBook”. Ele chegou à América aos 14 anos fugindo da perseguição no Irã e hoje tem um patrimônio líquido de nove dígitos

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