Programa ligado à B3 vai acelerar 30 startups

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Evento de empreendedorismo realizado na B3

Em 2017 a Cetip, empresa integradora do mercado financeiro, lançou a iniciativa Foresee, um hub de inovação para fomentar o desenvolvimento tecnológico e aumentar a conexão com startups da área financeira e de TI. Após a fusão com a BM&FBovespa – que deu origem à B3 –, o programa foi incorporado à nova empresa e ganhou fôlego, com parcerias estratégicas com fundos como o Redpoint Eventures e aceleradoras como a Darwin Starter e o programa Up Innovation Lab, da Accenture.

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Um dos pilares da Foresee é a mentoria de empresas, processo em que os funcionários da B3 se envolvem diretamente com o cotidiano das startups e acompanham seu desenvolvimento. São duas turmas de aceleração ao ano, que engajam 100 colaboradores cada uma. Para 2019, a meta é acelerar entre 25 e 30 startups das áreas financeira, seguros, big data e TI.

O processo de chamada das candidatas é desempenhado pela Darwin Starter. “Tanto a BM&FBovespa quanto a Cetip são empresas muito reguladas e tendem a ser conservadoras, porque a infraestrutura do mercado financeiro é assim. Colocar os funcionários em contato com o modo de pensar das startups é uma forma de instigá-los”, diz Jochen Mielke, diretor de sistemas de negociação, arquitetura e canais digitais da B3. Ao mesmo tempo, diz Mielke, as startups também ganham, pois passam a ter acesso ao conhecimento e ao networking da B3. Após o processo de aceleração, as empresas integram o mapa de startups da B3 e podem fornecer soluções de processo para a companhia.

Outro pilar do Foresee é o investimento direto. O primeiro foi no consórcio de software R3, formado por instituições financeiras de todo o mundo para desenvolvimento do Corda, um padrão de blockchain direcionado ao mercado financeiro e de seguros. Além da B3, Itaú e Bradesco também investiram na plataforma no Brasil.

A aproximação entre bolsas e novas tecnologias, segundo Mielke, é uma tendência que já vem se desenhando há alguns anos. “Todas as grandes bolsas do mundo mantêm alguma iniciativa de conexão com startups e se beneficiam dessa troca de conhecimento.”

Reportagem publicada na edição 66, lançada em março de 2019

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