Como Rihanna se tornou dona de uma fortuna de US$ 600 milhões

Angela Weiss/Gettyimages
A maior parte da fortuna da cantora não vem da música, mas de sua parceria com a LVMH, a gigante francesa de artigos de luxo administrada pelo bilionário Bernard Arnault

Resumo

  • Aos 31 anos, Rihanna é, além de cantora, empresária e coproprietária de marcas de maquiagem e vestuário;
  • Artista será a primeira mulher negra responsável por uma grife de luxo;
  • Fortuna de US$ 600 milhões está a frente do patrimônio acumulado por Madonna, Céline Dion e Beyoncé;
  • Grande parte da riqueza de Rihanna vem da parceria com a gigante dos artigos de luxo de Bernard Arnault;
  • Onze das 80 mulheres da lista da Forbes de mulheres self-made mais ricas ganham dinheiro com o mercado da beleza;
  • A marca de cosméticos da artista, Fenty Beauty, gerou uma receita estimada de US$ 570 milhões em 2018.

“Work, work, work, work, work, work.” Este é o verso de abertura do hino do dancehall de Rihanna lançado em 2016, intitulado, apropriadamente, “Work” (trabalho, em tradução literal). Mas também poderia servir como seu lema pessoal.

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Conhecida primeiramente como cantora, Robyn Rihanna Fenty, 31 anos, evoluiu para um ícone de estilo e empresária de maquiagem – e logo será a primeira mulher negra responsável por uma grande grife de moda de luxo. Todos esses esforços rendem à caribenha uma fortuna estimada em US$ 600 milhões, o que a torna a artista mulher mais rica do mundo, à frente de Madonna (US$ 570 milhões), Céline Dion (US$ 450 milhões) e Beyoncé (US$ 400 milhões).

A maior parte dos ganhos das cantora não vem da música, mas de sua parceria com a LVMH, a gigante francesa de artigos de luxo administrada pelo bilionário Bernard Arnault. Rihanna e a LVMH são coproprietárias da marca de maquiagem Fenty Beauty, lançada em setembro de 2017 na Sephora, outro nome sob custódia da LVMH, e online na FentyBeauty.com, que se tornou rapidamente um sucesso viral. A grife acumulou vendas de US$ 100 milhões nas primeiras semanas, impulsionadas pela fama de Rihanna e por seus 71 milhões de seguidores no Instagram.

A indústria de cuidados pessoais na América cresceu enormemente nos últimos anos. Segundo a Grand View Research, ela pode expandir para mais de US$ 200 bilhões em vendas até 2025, bem mais do que os quase US$ 130 bilhões contabilizados em 2016. O mercado registrou um recorde de 134 fusões e aquisições no ano passado, o que inclui a compra da First Aid Beauty pela P&G por US$ 250 milhões.

Talvez o dado mais revelador seja que 11 das 80 integrantes na edição 2019 da lista As Mulheres Self-Made Mais Ricas da América da Forbes ganham dinheiro com produtos de beleza ou cuidados com a pele. Muitas fizeram o que Rihanna fez e se voltaram para o marketing de baixo custo representado pelas redes sociais. A tática tem um bom desempenho no caso das celebridades, como Kylie Jenner e sua marca Kylie Cosmetics provaram, por proporcionar um grande impulsionamento dos novos produtos entre seus próprios seguidores.

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A Fenty Beauty se destacou das demais marcas ao oferecer 40 tons de base, muito mais do que a meia dúzia de cores vendidas pelas demais marcas. “Isso desafiou a convenção padrão de que você só precisa de um conjunto de tons bem definido para satisfazer um mercado”, diz Stephanie Wissink, analista de pesquisa da Jefferies. “A Fenty Beauty não só conseguiu vendas significativas, mas também, potencialmente, mudou a indústria de forma permanente.”

As vendas continuam a subir. No ano, passado, após apenas 15 meses de negócios, a Fenty Beauty gerou uma receita estimada em US$ 570 milhões. Toda a operação está calculada, conservadoramente, em mais de US$ 3 bilhões. A Forbes estima que a LVMH detenha cerca de 50%, enquanto Rihanna possua uma parcela estimada de 15% – número que um porta-voz da artista contestou, mas não deu mais esclarecimentos.

A nativa de Barbados superou dificuldades, como um pai viciado e abusivo, além da agressão amplamente divulgada pelo então namorado Chris Brown em 2009. Depois de todos esses episódios, Rihanna deu a volta por cima e hoje também é coproprietária, junto à empresa de moda online TechStyle Fashion Group, de Los Angeles, da linha de lingerie Savage X Fenty, além dos milhões em ganhos provenientes de sua carreira como artistas da música.

Seu império continua a crescer. Em maio, Rihanna e a LVMH anunciaram a Fanty, uma nova casa de roupas, acessórios e joias de luxo. “Eles estenderam a oferta para mim e foi praticamente uma decisão óbvia, porque a LVMH é uma máquina”, disse ela à revista “The New York Times Style”. “Bernard Arnault estava tão entusiasmado… Ele confia em mim e na minha visão.”

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A coleção da marca, lançada online em maio, inclui tamanhos até o 50 – a ideia é incorporar o mesmo ideal inclusivo da Fenty Beauty. Ela existirá sob o mesmo guarda-chuva de marcas famosas como Dior e Givenchy e representa a primeira nova casa da LVMH em mais de 30 anos.

“O que a Fenty Beauty fez com a beleza, a Fenty Lifestyle vai fazer com a moda”, diz Wissink. “Isso vai elevar o padrão para o que parece ser uma marca inclusiva, revolucionária, global e icônica.”

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