CEO do Twitter diz que apoia o bitcoin, mas não confia na libra

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Dorsey vê o bitcoin como investimento, não como moeda de troca

Resumo:

  • Jack Dorsey, CEO do Twitter, já havia demonstrado antes como se sente em relação ao bitcoin;
  • Ano passado, ele afirmou amar a criptomoeda quando sua empresa Square faturou mais de US$ 100 milhões na moeda digital;
  • Dorsey declarou a vários canais de mídia australianos se apoia ou não a libra do Facebook e como vê o bitcoin atualmente.

O bitcoin encontrou um surpreendente novo fã em Jack Dorsey, CEO do Twitter, que desde de 2018 começou a mover sua empresa de pagamentos Square em direção ao cripto.

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Em 2019, o valor do bitcoin já subiu 200%, com algumas das maiores empresas do mundo, lideradas pelo Twitter e pelo rival Facebook, expressando interesse nas criptomoedas.

No entanto, Dorsey avisou em entrevista ao canal de notícias “Australian Financial Review” que o bitcoin “não é funcional como moeda corrente”, apesar de acreditar que a criptomoeda é uma alternativa melhor à libra do Facebook.

“Os picos e as movimentações são como um investimento equivalente ao ouro,” Dorsey disse. “Precisamos torná-lo útil e mais acessível como moeda, mas ainda não chegamos lá.”

Dorsey, que está em turnê pela Austrália para promover o lançamento do Square, afirmou também que ainda está convencido de que o bitcoin será amplamente adotado eventualmente. “Acho que [o bitcoin] é a melhor aposta porque se mostrou ser a mais resiliente. A moeda está no mercado há 10 anos, é uma grande marca e já passou por vários testes.”

“Quando olho para todas as criptomoedas que poderiam se tornar a moeda nativa da internet, [o bitcoin é] o que tem a mais alta probabilidade”, comentou.

No segundo trimestre de 2019, o Square gerou uma renda de US$ 125 milhões em bitcoin. “Nós te amamos, bitcoin”, Dorsey disse aos seus investidores na época da divulgação dos resultados.

O executivo também disse que não apoia a libra do Facebook, rival do Twitter, a qual Mark Zuckerberg quer lançar em algum momento do ano que vem, se conseguir o apoio dos reguladores. “Os padrões de uma internet aberta significam servir a todos melhor que os padrões controlados ou criados por empresas”, falou ao jornal “Sydney Morning Herald, também apontando que o Twitter não têm planos para um token digital parecido.

O Facebook, que já recrutou 27 parceiros mundiais incluindo o aplicativo de carona Uber e a plataforma de pagamentos MasterCard, está tentando ganhar o apoio dos reguladores e da indústria tradicional para lançar sua moeda digital. Segundo a empresa, a libra vai diminuir custos e expandir o acesso a serviços bancários nos países em desenvolvimento.

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